terça-feira, 31 de outubro de 2017

É Isto Que Queremos?

                                     É esta a herança dos nossos descendentes?

           

sábado, 28 de outubro de 2017

Que Tristeza!

 





Um destes dias fui a uma repartição pública nas imediações da Av 5 de Outubro em Lisboa, mas como cheguei cedo, enquanto esperava, resolvi tomar uma "bica" numa esplanada.
Normalmente não sou muito observadora mas, a certa altura, comecei a reparar num número significativo de idosos que, sozinhos, passeavam para um lado e para outro, com ar solitário.
De todos eles, o que mais me despertou a atenção foi uma senhora, não muito idosa, que passou perto, para cá e para lá, umas seis vezes. Numa delas entrou no café, demorou-se o tempo de tomar qualquer coisa e saiu, mas ficou no passeio com ar de quem não tinha nem sabia para onde ir!
Entretanto passou uma senhora com um cão - parece que um grande benefício do passeio de caninos é as pessoas terem com quem falar  e sobre que falar - e a dita idosa fez uma "festinha" ao cão e "meteu conversa", mas aquela não se mostrou receptiva e seguiu. A pobre senhora idosa, com ar de quem precisava de falar com alguém, de sentir o calor humano de uma simples troca de palavras, sem o conseguir e com o olhar triste acabou por se ir embora.
Como esta parte da cidade é considerada uma zona de pessoas com bom nível de vida, depreendo que estes idosos devem ser aposentados sem terem que fazer e sem terem com quem falar e, portanto, deambulam sozinhos para não estarem fechados em casa.
Mais sorte têm os idosos das aldeias, de vilas ou pequenas cidades, que se juntam num simples banco de jardim ou em jardins públicos com mesas e cadeiras para o jogo das cartas, para uma cerveja em grupo, ou simplesmente para uma conversa frívola, mas que serve para manter a sanidade mental.
Desde então não paro de pensar nestas imagens!
A que sociedade chegámos!
O que fizemos aos avós que eram o suporte dos netos e agora não têm o suporte de ninguém!
Vegetam solitários até à morte!
Alguns ficam solitários mesmo na morte!


Acórdão polémico sobre adultério é destaque mundial

Acórdão polémico sobre adultério é destaque mundial: A Imprensa internacional dá grande destaque, esta terça-feira, ao polémico acórdão do Tribunal de Relação do Porto que desculpabiliza os agressores de uma mulher com o facto de ela ter cometido adultério.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Há Prodígios Em Todas As Idades

                               Quem não fica emocionado com esta voz?


           

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Correcção



   
Ontem, dia 19, publiquei um texto intitulado Embuste dos Descontos, mas hoje venho corrigir a minha informação.
Explico porquê:
Também hoje recebi um folheto de descontos de um outro supermercado e decidi fazer comparações.
O folheto usava o mesmo tipo de publicidade do Continente, com a mesma disposição do que pagaríamos antes e depois do desconto.
Como achei estranho, decidi tirar o "caso a limpo", pois tinha feito uma afirmação grave.
Fui ao Continente comprar vários produtos ao kg, com desconto, mas antes de fazer a compra perguntei às empregadas das várias secções, qual o preço anterior do kg do respectivo produto.
As empregadas foram eficientes e deram-me a informação pedida.
Constactei que, afinal, os preços do folheto estã correctos. A informação dos dois preços é que é confusa, dando origem a más interpretações, como aconteceu comigo. Deviam estar os dois preços por kg, a percentagem do desconto e depois o montante final. Assim mais ninguém faria a interpretação que eu fiz, que é a normal.
Sei que estão a pensar que  não devo ter muito que fazer para me dar ao trabalho de ir verificar os preços e vir aqui fazer esta rectificação!
A questão que se põe é que não poderia deixar de corrigir uma situação que eu provoquei, pois sou responsável pelo que digo ou escrevo e, quando me engano, tenho que o admitir.
Não posso deixar de retratar um comentário incorrecto, pois é minha obrigação corrigi-lo.
Não teria paz de espírito se não o fizesse!|


quinta-feira, 19 de outubro de 2017

O Embuste Dos Descontos





Há momentos, tendo recebido na caixa do correio um daqueles folhetos de promoções do Continente - que qualquer pessoa pode consultar - para o próximo fim de semana, de 20 a 23 de Outubro, decidi dar uma vista de olhos, pois dá sempre jeito poupar alguma coisa nos alimentos que estão cada vez mais caros.
Para quem já conhece esta publicidade, sabe que temos a foto dos produtos com indicação do peso, do preço base por kg, da percentagem sobre o preço anterior, com um traço por cima, e o novo preço a vermelho.
Para ver quanto poupava, por casualidade, resolvi fazer as contas do preço primitivo e o preço com o desconto e fiquei estupefacta com o que descobri.
Se fizerem as contas como eu fiz (quem ainda se lembrar como se faz) descobrirão que todos os descontos ali assinalados não existem. O preço que se paga não tem nenhum desconto, pois é o preço primitivo do produto.
Claro que, normalmente, todos acreditamos que o supermercado está a fazer descontos, porque ninguém tem tempo para reparar  no truque e todos ficam  convencidos que pouparam e ficam felizes, mas realidade não está. É um embuste!
Já há meses tinha recebido uma notificação com a declaração de uma cliente do Continente que chamava a atenção para esta prática, mas pensei que, ou tinha sido por engano, ou um caso pontual.
Mas não! Esta é a realidade que temos!
Fiz as contas a vários produtos do folheto -  bacalhau, queijo, pão de forma, miolo de camarão, lulas e chocos, bolo rainha, bolonhesa congelada e muitos outros artigos, e  todos tinham um desconto fictício!
Claro que todos acreditamos que um supermercado com o prestígio do Continente não nos ludibria, mas a verdade é que o faz.
Os nossos grandes empresários continuam a pensar que os portugueses além de estúpidos são preguiçosos e, portanto, nem dão por serem ludibriados, enquanto eles vão enchendo os bolsos!
O que me espanta é que a ASAE ( Autoridade de Segurança Alimentar e Económica) não se tenha apercebido desta vigarice.




















Bilderberg, O Filme - Bilderberg, The Movie (part 1)

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O Juízo Final

                    O Juízo Final

                                     (Pormenor)

















A Capela Sistina, no Vaticano, é conhecida pelo seu tecto, onde se pode contemplar a Criação do Mundo considerada, desde sempre, a obra-prima de Miguel Ângelo, pois deslumbra todos os que a contemplam.
No entanto, também na Capela Sistina, por cima do altar, há uma outra pintura de Miguel Ângelo, menos conhecida, que foi pintada posteriormente à Criação do Mundo.
Também ela uma obra-prima, representa o Juízo Final.
O papa Paulo III pediu a Miguel Ângelo que pintasse uma cena do Juízo Final, com a intenção de restaurar a dignidade da Igreja Católica e a autoridade  apostólica, então em crise, pois  estavam a ser contestadas em toda a Europa, após o ataque a Roma em 1527. A cidade fora invadida e saqueada durante 4 meses - a maior razia perpretada ao longo da sua história - devido à invasão do exército do imperador Carlos V, de Espanha, cristão devoto e defensor da fé - o que teria acontecido se não fosse!
O Papa na altura desta invasão, Clemente VII, teve que fugir e esconder-se para não ser preso, juntamente com toda a cúria.
A cristandade ficara sem Igreja Católica, que era a Igreja de Roma.
Ora esta representação do fim do mundo e juízo final, anunciados pelos profetas, teve o efeito desejado pelo papa recém-eleito, mas também um efeito surpreendente, tanto quando foi pintada e, parece, continua a tê-lo nos dias de hoje.
Porquê?
Porque, dizem os especialistas na matéria, quem a contempla tem uma de duas reacções: ou a ama de imediato ou a detesta, também de imediato.
As cenas do "fresco" são tão vívidas e tão horrendas que quem as olha sente-se mal, por ver ali representados todos os pecados do mundo, o derradeiro tumulto da humanidade caótica, todos os castigos que as almas sofrem e todos os horrores pelos erros cometidos. A contemplação destas cenas causam arrepios a quem as contempla!
Aqui cada homem sente o que lhe acontecerá depois da morte e isso horroriza qualquer mortal!
Para Miguel Ângelo, um crente sincero e temente a Deus, o inferno não era uma abstracção. Ele acreditava que os castigos pelos pecados da humanidade eram punidos com o inferno.
A sua pintura reflecte esses sentimentos e esses receios.
Vasari - outro pintor da mesma época - fascinado com esta obra, refere:
 "quando o  inquietante fresco foi apresentado, no Dia de Natal de 1541, o Papa Paulo III ajoelhou-se e chorou, perante o pavor que nos espera a todos".




            Miguel Ângelo:
            escultor, pintor, arquitecto e poeta                      

domingo, 8 de outubro de 2017

Portagens e SCUTS

                                                                    Antiga SCUT


SCUT
 - Definição:  Sem custos para o utilizador.

Há dias tive que me deslocar à Guarda e fiz a viagem pela  A23, onde nunca tinha passado porque, quando faço viagens grandes, não vou de carro.
Durante o trajecto, além das portagens, deparei-me com os pagamentos electónicos das antigas SCTUS.
Isto recordou-me que, há mais ou menos três anos, recebi uma notificação devido a falta de pagamento de 60 cêntimos mas que, devido aos meses decorridos, ascendia a mais ou menos 9€.
Quando recebi a multa fiquei baralhada, porque tinha pago todas as portagens e não conseguia perceber como não tinha pago os 60 cêntimos.
Comentei o sucedido com uma amiga e foi ela que me falou pela 1ª vez nas antigas Scuts, que são pagas, mas não há barreiras de paragem, só há sensores.
Ora como eu desconhecia tal coisa e ia a conduzir, não vi nada que me alertasse para os pagamentos.
Nesta última viagem, já atenta aos tais sensores, vi quanto teria de pagar posteriormente.
Então apercebi-me de algo muito importante para qualquer condutor: é que estes pagamentos (parciais e posteriores) ficam muito mais caros do que as portagens.
Ou seja, é uma autêntica roubalheira!
Paga-se mais em 40 ou 50 km do que se paga nas portagens por 100 km.
Afinal as antigas SCUTs - sem custos para o utilizador - tornaram-se uma maneira de espoliar o condutor?
E quem não está a par desta alteração paga, posteriormente, "alcavalas" exorbitantes!
Ainda por cima, temos que deslocar-nos aos CTT para pagar no prazo de 5 dias úteis.
Não será mais correcto acabarem com esta roubalheira e substituirem as SCUTs por portagens?
Ao menos todos conseguem ver uma barreira enorme, sem ter a preocupação de conduzir e ir atento aos sensores que estão muito acima do veículo que se conduz.
Como sempre, quem pode dita as regras, o governo concorda, e o povo paga e "amocha"!




quarta-feira, 4 de outubro de 2017

A Descoberta Das Américas

                                                                                                                   
           Pedro Álvares Cabral                                                                            

                                         Cristóvão Colombo

                                                   



Hoje vou contar a história da descoberta das Américas, no Séc. XV e XVI.
Não é a história oficial, essa todos conhecem, mas a história oficiosa, a verdadeira .
O texto narrativo que descreve estes feitos, não é da minha autoria. É de alguém com capacidade de nos contar factos históricos, de maneira  engraçada, com comentários certeiros.
Talvez esta maneira de contar desse mais frutos na disciplina de História do que os métodos tradicionais. Quem sabe?
Todos sabemos o nome dos descobridores da América: Pedro Álvares Cabral e Cristóvão Colombo.
Este último é mais conhecido porque os espanhóis sempre gostaram de se "promover" no mundo, ao contrário dos portugueses que fazem grandes feitos mas não andam a "badalar" para toda a gente!

 (A partir de agora cito o texto original, embora menos pormenorizado)
Ora, como devem saber, Cristóvão Colombo, convencido que a Índia ficava no Atlântico Oeste, pediu a D. João II, rei de Portugal, que lhe desse meios para lá chegar, mas este mandou-o plantar batatas, porque já sabia que a Oeste ficava um outro continente.
Então Clombo ofereceu os seus serviços aos reis de Espanha que aceitaram o oferecimento. Só que Colombo estava equivocado no destino. Desorientado, como qualquer passageiro que embarque num avião errado, quando colocou os pèzinhos no Novo Mundo, acreditou que estava na Índia e chamou índios aos nativos da América.
Ele simplesmente desconhecia aquilo que os portugueses já sabiam: que este era um outro continente, mas não a Ásia.
Álvares Cabral não passou pelo vexame de Colombo, pois quando embarcou já sabia para onde ia.
D. João fez-lhe um ultimato: nem pensasse em regressar a Portugal sem descobrir o novo continente! Sem opção, Cabral arrumou as malas e disse à esposa que ia descobrir o Brasil.
E assim aconteceu!
Aliás, os portugueses, durante séculos, foram o único povo que andou por todo o mundo: África, Ásia, América e ilhas da Oceania.
Este pequeno país, na ponta da Europa, com meia dúzia de gatos-pingados, realizou a proeza de ser o Dono do Mundo.
É de se lhe tirar o chapéu!
Navegar era predestinação geográfica. Para onde quer que olhasse, o português só via mar.
Acabou conquistando-o!