terça-feira, 27 de junho de 2017

Kailasa - Um Templo Espantoso Na Índia

 
Templo escavado num monólito, de cima para baixo e na vertical, consta de três edifícios espantosos.
Segundo a lenda, este templo de Kailasa, na Índia, foi mandado construir pela rainha local, no séc. VIII, devido a uma promessa feita ao deus Shiva.
Como o rei estava muito doente, de mal desconhecido, a rainha prometeu a Shiva a construção de um templo em sua honra e prometeu também que jejuaria até ao final da sua construção, se o deus salvasse o marido.
Ainda segundo a lenda, Shiva salvou o rei e, para que a rainha não morresse devido ao jejum, o arquitecto conseguiu construir o tempo numa semana!
Numa perspectiva não lendária e actual, a construção do templo deve ter demorada cerca de 200 anos e na sua construção foi usado um número incalculável de obreiros, com ajuda de maquinaria igual à usada nos nossos dias, pois de outra forma seria impossível cortar tanta pedra de um único bloco, donde se conclui que continuamos a ter uma perspectiva histórica errada da Antiguidade.
Segundo os defensores da teoria Extra Terrestre, fotam os seres do espaço que ajudaram na construção deste templo, com ferramentas que permitiram o corte da rocha na vertical e o enorme trabalho de talha tão variado e tão elaborado.
Não se sabe como foi construído o templo, mas há uma coisa que sabemos:
- É uma das maiores construções que existem e é imponente e maravilho.



      

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Alma Que Se Poda














Alguém afirmou:

- Os padres tratam a alma como uma árvore: Podam-na!


É uma comparação muito curta mas muito elequente. É também a imagem perfeita para a atitude que o clero, há séculos, tem usado.
No entanto, a comparação tem armadilha, porque a intenção desta atitude dos padres é completamente oposta à atitude dos agricultores.
Os agricultores fazem a poda das árvores, na época certa do ano, para que elas rebentem revigoradas, cheias de seiva, para darem mais e melhores frutos.
Em contrapartida, os padres  fazem uma poda total, durante todo o ano, durante toda a vida, para que a alma murche, estiole, não dê frutos!
E quais são os frutos que o clero tanto teme?  São os pensamentos que, por sua vez, levam à revelação!
Os pensamentos são uma ameaça, são crimes, para quem deseja um "rebanho" manso, que não questione, que obedeça e, sobretudo, que tenha medo de desobedecer e medo de pensar, pois o castigo para estes crimes é a perdição da alma.
E assim se mantêm os pobres de espírito - estas árvores secas e sem frutos - para que os dominadores do pensamento possam ter assegurada a sua prosperidade e a sua soberania!







quarta-feira, 7 de junho de 2017

Desabafo

          
Há minutos deparei com imagens de um dos vários paraísos espalhados por toda a terra. Este paraíso situa-se em Coco Palm Dhui, nas ilhas Maldivas.
O resort é formado por cabanas dispostas como uma folha de palmeira e cada cabana tem acesso privativo. As águas do oceano são límpidas e transparentes, calmas como piscinas e a fauna marinha é exuberante.
Este como tantos outros sítios idílicos destinam-se a quem tem muito dinheiro .... O costume!














Continuando a minha pesquisa, por acaso, deparei com um vídeo sobre os caminhos de ferro no Bangladesh e, como é evidente, não pude deixar de vê-lo.
À medida que o vídeo passava e via a determinação e tenacidade destas gentes e o perigo que correm, no dia a dia,  para conseguirem um lugar num comboio superlotado, SURREAL, o meu espírito foi ficando cada vez mais sombrio e o meu pensamento, desencantado, começou mais uma vez a questionar o porquê deste disparidade, deste abismo cada vez mais profundo entre os dois mundos que o homem criou: o mundo do dinheiro e o mundo da probreza.
Sinto-me amarfanhada interiormente, inconformada com a sociedade a que chegámos; sinto-me impotente e ao mesmo tempo irada pela minha impotência; neste momento sinto-me envergonhada por pertencer ao género humano!

 
               

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Mediatismo


                                                                 
                            
          América do Norte                                                                                América do Sul
           



                                                                


                                                       


                                                                        Austrália
                 

Segundo informação internacional, há dias o Primeiro Ministro do Canadá teve uma conferência com o Papa Francisco, no Vaticano.
Também segundo a fonte informativa, o Ministro "convidou" o Papa a pedir desculpa aos indígenas canadianos, pela atitude da igreja católica em relação aos referidos indígenas porque, quando os europeus conquistaram as suas terras e aí se instalaram, os representantes católicos obrigaram as crianças nativas a irem à escola aprender uma religião e uma cultura diferentes, em detrimento da sua própria cultura e religião.
Eu, que tenho a mania de pensar no que ouço e no que vejo, pergunto:
Durante três séculos o Canadá não se importou com este problema e agora, talvez devido à polémica mediática entre os indígenas dos EU e o governo americano, aproveita a oportunidade para falar dos seus nativos?
 Para vir à ribalta, fala agora do que aconteceu quando os países europeus começaram a colonização da América do Norte?
Então não é o Papa Francisco mas o Vaticano que deve pedir desculpa do que aconteceu em toda a América, do Norte, Central e do Sul; é o Vaticano que deve  pedir desculpa aos países da África, da Ásia, da Austrália e das ilhas do Pacífico, onde aconteceu a mesma coisa.
A prepotência dos governos usurpadores desses territórios, com a conivência do Vaticano e com a "evangelização" das ordens religiosas, impuseram a cultura ocidental e a religião ocidental, à força, destruindo "quase por completo" civilizações milenares.
O ministro não deveria ter convidado o Papa a desculpar-se, mas o Vaticano, pois o Papa Francisco tem uma posição religiosa muito pessoal e muito humanitária. Ele defende que:

- Deus é o mesmo em todas as religiões, só o nome é que muda de acordo com a língua em que é nomeado  e invocado.
 - Quem faz a diferença entre Deus, nas várias religiões, são aqueles que incitam ao preconceito, para tirarem partido dos povos, em proveito das suas intenções de prepotencia e megalomania.

Este Papa, sem medo, é uma lufada de humanidade, de clarividência e vontade de harmonia entre todos os povos.


                                                         Ilhas do Pacífico

Não resisti a incluir este quadro do pintor P. Gauguin, que mostra a "pressão" do catolicismo na ilha de Taiti, mas a sua impotência para derrubar a cultura arreigada nos nativos.


Representação de Cristo na cruz e a Divindade nativa ainda presente no imaginário de todo o povo