segunda-feira, 22 de junho de 2020

Quando Os Animais Falam




Quando os animais falam dos homens o que dirão?
Sim, porque os animais também falam entre eles e não devem ter uma ideia muito lisonjeira da nossa espécie.
O que todos afirmarão será:
- Os homens comem tudo: todos os vegetais, todos os animais sem excepção e, se não têm nada para mastigar, comem-se uns aos outros. (sabemos que já aconteceu várias vezes ao longo da história, em situações desesperadas).
- Os homens, muitas vezes, têm duas peles: a própria pele que é nua, sem pêlo; a outra é a nossa pele, que eles muito apreciam.
- Os homens são coleccionadores: coleccionam árvores, plantas e animais mortos e vivos.
- Em casa coleccionam animais embalsamados, que põem em prateleiras ou expõem-nos nas paredes, quando os matam em caçadas ou emboscadas.
- Também põem os animais vivos em aquários ou em gaiolas porque são bonitos, como bibelots. Os mais sortudos, os que lhes podem fazer companhia, podem andar pela casa toda e vão passear à  rua. Até lhes põem laçarotes na cabeça, capas nas costas, e sapatos para animais!
- Mas há sítios onde os homens adoram ver-nos: no jardim zoológico, nos aquários, nos oceanários e nos fluviários.
- Dizem que é em prol da ciência e da educação do povo em geral.
- Já imaginaram um leão, um elefante, um macaco, um camelo, um tigre, ou qualquer outro animal que, diariamente percorre quilómetros a correr ou a saltar, sozinho ou em grupo, metido numa jaula com 9 ou 16 mt quadrados, a andar para cá e para lá, ou deitado, o dia inteiro!
- Pensem bem! Quantos dias levaríamos a ficar louquinhos e com os músculos atrofiados?
- E os animais marinhos, como os tubarões, as tartarugas, as baleias, as mantas e outros, que nadam milhares de quilómetros para se alimentarem e para procriarem?
Alguns animais que, devido à escassez alimentar já se tenham aproximado duma cidade, dirão:
- Nos grandes oceanários das grandes cidades até têm aquários com tubarões e mantas, que andam à volta, à volta, os dias inteiros, sem descanso.
 - Se algum perguntar: Será que já enlouqueceram?
 - Todos responderiam:  Com certeza, não tenho dúvidas!


                            Estou ridículo? O pior é não ter sensibilidade nas patas. É horrível!
                                              Se uma cadela me vê, morro de vergonha ...





segunda-feira, 15 de junho de 2020

Massacres Em Nome De Deus




O Homem é um animal convencido que é "dono" da sabedoria e da verdade e que até conhece a vontade e desejos de Deus.
Por que é que o Homem é tão arrogante?
Como é que cada homem, de cada credo religioso, pode saber qual a vontade do seu criador, seja ele qual for, se ele nunca se manifestou directamente?
E é devido a essa arrogância que, ao longo dos séculos, o Homem tem matado, massacrado, violado e pilhado, tudo em nome de Deus!
Deus tem sido a desculpa para a cobiça, a inveja e todo o tipo de maldade da mente distorcida de quantos, em Seu nome, têm feito todas as atrocidades pensáveis e impensáveis, especialmente no decorrer dos últimos 20 séculos.
Em particular as duas religiões divergentes do cristianismo primitivo - a católica e a muçulmana - têm matado milhões de pessoas em nome da Fé.
Mas aqueles que se debruçam sobre os acontecimentos dos últimos 2.000 anos, sabem bem que nada tem a ver com a fé, mas com poder, com ganância, com intolerância...
Nos primeiros 400 anos da era cristã as duas facções religiosas começaram uma guerra renhida pela preponderância do seu ideal religioso, com perseguições de ambos os lado, e nunca mais parou. O que tem sido disfarçado de "verdadeira fé" não é senão cobiça e desejo de controle e poder sobre os outros credos religiosos e sobre todos os povos.
Em nome de Deus, os árabes e os povos da Europa combaterem até ao séc. XV, até se definirem as fronteiras dos actuais países europeus. Afinal não era a fé que importava mas o domínio das terras!
Entre 1095 e 1320, os cristãos, directa ou indirectamente, incitados pelos Papas, em nome da Fé em Cristo, dirigiram-se em guerra a Jerusalém - as 10 Guerras Santas - para a libertarem dos Turcos. Segundo as descrições da época, estas hostes militares e também populares arrasavam tudo por onde passavam e as matanças horrendas de homens, mulheres e crianças foram aos milhares. O mais incrível de tudo é que os Papas inventaram uma "bula" que, também em nome de Deus, "assegurava" a estes exércitos de cruzados - porque tinham no peito uma cruz vermelha em pano - a entrada imediata no céu, quer morressem em combate  quer sobrevivessem, independentemente dos seus actos.
Que arrogância!
Mas o papado não se ficou por aqui.
Tinha que extirpar toda e qualquer resistência à sua autoridade. Os credos católicos que não concordavam totalmente com a autoridade da igreja católica acabavam por ser massacrados.
Foi o que aconteceu com os Cátaros, entre os séc. XII e XIV.
O papa Inocêncio III iniciou a cruzada sangrenta e cruel contra os Albigences, ou Cátaros, que matou milhares de pessoas. No cerco do último reduto dos cátaros, que durou 10 meses, estes acabarem por se render. Quando saíram das muralhas, tanto os cátaros como os cristãos que lá viviam foram empalados e queimados vivos.
Também em prol da verdadeira religião, a Inquisição - os juízes da Igreja - perseguiu e flagelou milhares de pessoas que arderam vivas na fogueira, ou por se ser bruxa, ou por se ser judeu, ou por se terem ideias científicas "demoníacas" - os cientistas Humanistas.
Nem os povos de África e da América escaparam, aquando da descobertas destes continentes, "por serem pagãos".
Até ao séc. XIX, as pessoas ainda eram perseguidas tão ferozmente que ninguém confiava em ninguém. Uma denúncia bastava para se ser preso e torturado, mesmo que não houvesse provas de delito.
Deus disse "Não matarás, não roubarás", mas os sapientes representantes da Igreja - o papado - torturaram, mataram, roubaram e ostracizaram em Seu nome, porque o que sempre quiseram foi Poder e Riqueza.
O que pensará Deus de todos estes abusos?




sábado, 13 de junho de 2020

Computador Analógico Construído Há Mais De 2.000 anos.


O que sabemos sobre a Antiguidade?
Quase nada!
Este computador e outros achados tecnológicos mais recentes mostram que temos uma noção totalmente errada da Antiguidade. Afinal existiram civilizações muito avançadas culturalmente mas que se perderam em cataclismos e convulsões da crosta terrestre.


             

domingo, 7 de junho de 2020

A Gruta Dos Ursos Extintos


Em 1975, um espeleólogo encontrou, por acaso, uma gruta desconhecida no NW da Roménia, mas não uma gruta qualquer: aqui jaziam os esqueletos de 140 ursos que foram extintos na última Era Glaciar da Terra, há 27.500 anos.
Imaginem a importância desta "achado"!
Esta gruta, a 482 mt de profundidade, cheia de estalactites e estalagmites, é única no mundo pois mostra-nos uma espécie de ursos que desconhecíamos.
Aberta ao público desde 1980, apaixona todos os seus visitantes.
Não admira que a visita a este lugar mágico seja acompanhada pela banda sonora da canção dos ABA  "Estou apaixonado".


        

sábado, 6 de junho de 2020

A Natureza Actua Para Se Purificar




Estas eram as máscaras usadas pelos médicos durante a Peste Negra, no séc. XIV.
Dentro do bico de pássaro punham-se ervas aromáticas para disfarçar o cheiro da carne apodrecida dos doentes. O bico também funcionava como meio de distanciamento.
Foi em Veneza, onde a peste vitimou quase dois terços da população, que começou a obrigatoriedade da Quarentena aos tripulantes dos navios de carga que chegavam à cidade.
Como Veneza era o porto mais importante da Europa, onde chegavam navios carregados de mercadorias vindos de vários países de toda a Ásia e especialmente da China, os mercadores, marinheiros e mercadorias não podiam desembarcar.
Tinham que ficar ao largo do porto e só podiam desembarcar 40 dias após a chegada.
Segundo estudos efectuados sobre essa "era negra" que assolou a Europa, a peste era transmitida pelas pulgas dos ratos que vinham nos navios.

                                                                  Máscaras Actuais

        











Ao longo da sua existência, o nosso planeta já sofreu vários cataclismos naturais que, durante milhões de anos, mataram a quase totalidade de várias espécies marinhas e terrestres e também os nossos antepassados.
O último grande cataclismo, que matou 60% da vida na terra, aconteceu há 65 mil anos; já os nossos ancestrais  "Homo Sapiens" deambulavam pela terra há 150.000 anos.
Todas estas catástrofes tiveram causas naturais.
Mas, a partir do  momento em que o homem evoluiu e "apareceu" o homem Moderno, TUDO MUDOU.
Durante os 5.000 anos da nossa civilização, a humanidade conseguiu catástrofes devastadores devido às epidemias a que deu origem pela sua acção perniciosa.
De facto, só há 400 anos se percebeu que as epidemias que, desde sempre e ciclicamente, avassalaram os povos e mataram milhares de pessoas, eram provocadas pelos animais que faziam parte do dia-a-dia do povos, além da falta de higiene própria destas épocas. Só no séc. XX se descobriu a causa destas epidemias: vírus e bactérias.
Mas agora que se sabe a causa e o modo de as evitar, o que se faz? Agora a higiene é um dado adquirido, mas há problemas que o Homem está a descurar: os do meio ambiente!
Além de toda a poluição feita directamente pelo homem, há também uma grande causa: a deflorestação maciça que destrói o habitat natural de espécies portadores destes vírus - que não as prejudica - obrigando-as a acercar-se dos aglomerados habitacionais para arranjarem alimento.
A aproximação resulta na transmissão e contaminação das populações.
A este ritmo de violação da Terra, o equilíbrio da natureza torna-se impossível - dizem os cientistas - e não está longe uma nova catástrofe que acabará com a VIDA VEGETAL, ANIMAL e HUMANA, como a conhecemos!







quarta-feira, 3 de junho de 2020

Cemitério Divertido Naif


O cemitério de Sapanta, uma pequena aldeia da Roménia, é Único e célebre em todo o mundo.
Chamam-lhe o cemitério divertido porque, em vez das tradicionais cruzes nas campas, estas exibem belas cruzes de madeira ornamentadas com cores vivas e variadas, ao estilo Naif, que homenageiam o ofício de cada defunto. A campa exibe também um epitáfio resumido que, com ironia e ternura, completa o desenho.
Foi o escultor da aldeia Stan Patras que, em 1935, teve a ideia de ornamentar as sepulturas desta forma tão bela, para as tornar menos lúgubres.
A ideia foi tão bem recebida que, ainda hoje, outros escultores da aldeia perpetuam esta arte de Patras.