sábado, 28 de janeiro de 2017

FLORA TRISTÁN - Quem já ouviu falar dela?





A 1ª voz que se levantou e denunciou a vida miserável e ignóbil dos operários e operárias do "Período Industrial" e de todo o povo em geral, foi a desta mulher que tem sido ignorada!
Quem já ouviu falar dela?


















Flora Tristán, francesa de nascimento, filha de pai peruano e mãe francesa, viveu uns escassos 41 anos, mas viveu-os intensamente.
Foi o pesadelo do governo francês e suas instituições policiais do início do séc. XIX, pois ela, sozinha, numa "demanda" humanitária, por todos considerada loucura utópica, nunca vacilou!
Em Londres  - a cidade mais industrializada do mundo - depois de ter visitado as oficinas de todos os ofícios aí existentes e todo o Bairro Leste" , o bairro dos miseráveis, onde se acumulavam pobres, bares degradados, prostitutas e crianças, com porcaria por todo o lado, todos de uma promiscuidade e probreza física e social extremas, esta mulher destemida, horrorizada com o que observara, decidiu começar uma luta contra esta miséria humana.
Escreveu o livro "União dos Operários", que seria a "bíblia" do seu movimento humanitário pelos direitos de justiça social e igualdade de direitos para as mulheres.
Para Flora a origem do grande problema social era a injustiça da condição feminina. Ela afirmava que "a situação das mulheres era devida à aceitação do falso princípio de que a mulher é inferior ao homem, discurso propagado tanto pela lei, como pela ciência, como pela religião, ao serviço das classes dominantes e que fez da mulher a escrava do seu amo-marido".
Decidida a modificar esta situação humilhante, tanto para a mulher como para todos os operários que eram obrigados a trabalhar em antros infectos, durante 18 horas e mais - homens, mulheres e crianças - e com salários miseráveis, em Abril de 1843 decidiu percorrer o Leste e Sul de França e fazer reuniões de operários onde, sozinha, expunha a sua "doutrina de emancipação dos pobres".
Imaginem a incrudelidade dos próprios operários perante esta mulher que os intimidava com argumentos que os baralhava e com promessas que os aturdia!
Imaginem o "calvário" que suportou devido às autoridades do reino que a perseguiam, a ameaçavam com a prisão, os vexames e as difamações que espalhavam para a vergar!
Em Novembro de 1944, doente e esgotada por este esforço hercúleo, faleceu, mas o fruto que espalhou nestes poucos meses germinou.
Em todas as cidades onde expôs os seus ideais de uma sociedade justa, conseguiu formar "comités" de operários seus seguidores que, a pouco e pouco, foram consciencializando os colegas de trabalho e minando o sistema.
Mais tarde, já depois da sua morte, Karl Marx, o pai do comunismo, reconheceu que Flora Tristán foi a "PERCURSORA DE ALTOS E NOBRES IDEAIS".
























sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Dilema!


Exército chinês enterrado junto ao túmulo do Imperador,                                                         incluindo os cavalos.
   






 



         Túmulo de um Faraó Egípcio






Há já mais de um mês, um amigo do facebook mandou-me a foto de um museu inaugurado em Lisboa, há menos de um ano, e fazia este comentário:
 - "Este museu custou centenas de milhões de euros. Gastou-se tanto dinheiro em mais um museu, quando esses milhões iriam ajudar tantos portugueses que vivem com tanta dificuldade; quando esses milhões serviriam para construir casas para tantas famílias que delas necessitam; quando esses milhões serviriam para melhorar a vida de tantos idosos que não têm recursos suficientes para sobreviverem dignamente; quando esses milhões serviriam para .... tanta coisa que é necessária!"
Sempre que penso neste comentário não posso deixar de me solidarizar com a sua justeza, mas o meu "ser  social" sussurra-me que todos os povos sempre tentaram deixar a sua marca histórica, primeiro através da construção de património pessoal e, mais tarde, numa sociedade mais elaborada, com a construção de património cultural.
Isto aconteceu e acontece em todos os povos e em todo o planeta.
Basta pensarmos nas construções gigantescas espalhadas por todos os continentes, as recentes, as antigas e as que, ultimamente e com frequência, vão sendo retiradas do fundo dos mares, onde estiveram submersas durante milhares de anos...
Ora, é aqui que começa o grande dilema:
- A construção destas "mostras" de grandeza das diversas civilizações, que provocaram tanta miséria, tanto sofrimento e tantas mortes, valeram a pena?
- Vale a pena destruir vidas naquilo que acaba por desmoronar-.se ou afundar-se com o passar dos anos?
- A megalomania de centenas, que querem ficar lembrados na História - por alguns anos - vale a vida de milhares de pessoas que só querem viver em paz?
Como seres civilizados achamos que temos necessidade de disfrutarmos dos bens que a civilização nos foi dando ao longo dos milénios mas, bem no fundo do nosso espírito, não seremos assaltados pela dúvida desta realidade milenar?
Valeu e vale a pena?


  Ruínas Romanas                                                                                       Ruínas Maias
                                                                                                                                                                                                                        
                                                                                                                       




quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Big stick insect - LIVING LEAF! (P. ericoriai) [Inferion7]

 Se não se mexerem estes insectos, que vivem na Ásia, parecem folhas...
 A natureza é de uma criatividade fascinante.
         

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Alunos

                                                                                                                            Platão










                         
                                                                                                        
Há dias, recebi uma notícia sobre as reivindicações de alunos dos estudos orientais e africanos de uma universidade em Inglaterra, no tocante ao currículo do curso de Filosofia ali ministrado.
Estes alunos pretendem que o currículo da disciplina de Filosofia seja alterado. Porquê?
Porque não querem estudar as teorias filosóficas de Aristóteles, Platão, Voltaire e Kant.
Qual a razão para esta discriminação? Simplesmente porque são "brancos"!
Ou seja, não importam as suas teorias filosóficas o que importa é que os filósofos são brancos ...
O que é importante é a discriminação racial ..... até na aprendizagem!
Ora, como as questões filosóficas foram postas pela primeira vez, na Grécia, pelos filósofos gregos Aristóteles, Sócrates e Platão, como querem estes alunos aprender e falar de Filosofia?
Se foi Voltaire quem iniciou a teoria filófica contra o absolutismo laico e religioso, e Kant abriu os horizontes à tolerância, através da razão, como querem estes estudantes ter uma panorâmica das teorias filosóficas? Como podem discutir as várias correntes e o que está correcto ou não?
Como querem entender o mundo sem a base necessária para a compreensão das teorias que se seguiram?
Será que estudantes de Matemática ou Medicina, ou qualquer outra matéria, também se vão recusar a estudar as primeiras descobertas e métodos, devido à "cor" dos matemáticos e dos primeiros observadores e teorizadores do corpo humano ?
 Há grandes cientistas em todos os continentes, só não é possível "saltar" conhecimentos básicos só porque foram os cientistas "brancos" que os teorizaram e demonstraram.


                                                                                                                      Kant
                                                                   
                                                                                                                      

                           

                  

      












NETHERLANDS summer in Giethoorn (hd-video)

               Este povoado na Holanda não tem ruas, só canais.
               No Inverno, quando os canais gelam, os habitantes aproveitam para esquiarem.             

                        

                

Mobula Rays belly flop to attract a mate - Shark: Episode 2 Preview - BB...

            
Na época de acasalamento, as mantas exibem-se, saltando, para atrairem os companheiros.

        






quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

SOBRE ESTAR SOZINHO- FLÁVIO GIKOVATE

SOBRE ESTAR SOZINHO- FLÁVIO GIKOVATE: Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionan

sábado, 7 de janeiro de 2017

NINGUÉM PERDE NINGUÉM, PORQUE NINGUÉM POSSUI NINGUÉM!

NINGUÉM PERDE NINGUÉM, PORQUE NINGUÉM POSSUI NINGUÉM!: O “ter” se transformou em uma obsessão dentro do capitalismo. Isso se deve a ter se formado um imaginário segundo o qual a essência do que somos depende do

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

O Presente Dos Reis Magos

                                                        


                                                                 Bom Dia de Reis                    






Hoje, Dia de Reis ........ há 48 anos ........  cerca das 5 horas da madrugada, tive um presente dos Reis Magos, o meu primeiro filho.
Para homenagear os Três Reis e a sua chegada ao Oriente, dei-lhe o nome de Alexandre - O Grande - o célebre conquistador do Oriente que, segundo reza a História, também ele foi um Mago, pois conseguiu a hamonia de todos os povos conquistados, respeitando a sua cultura e identidade.
Mas só estes factos não seriam motivo para a escolha de nome tão nobre!
Não, houve um facto mais relevante que me levou a escolher este nome ilustre.
É que o nascimento deste Alexandre não foi um acontecimento comum, como o nascimento de qualquer outro bebé, mas um acontecimento que ficou na memória de toda a família, por ser inédito - que eu saiba!
Vou esclarecer!
No dia 5 de Janeiro, eu e o meu marido fomos ao cinema, às 21.30h. Como era hábito naquela altura, a meio do filme havia um intervalo e todos os espactadores  iam para o "foyer" para fumarem, ou tomarem um café ou, como no meu caso, para "esticarem" as pernas.
Ora foi precisamente nesse passeiozinho que me "rebentaram as águas"!
Imaginem a barafunda que se seguiu, com toda a gente a assistir e a querer ajudar num momento tão inesperado ....
O que valeu é que o cinema era próximo da maternidade.
Ora digam lá: conhecem alguém que tenha manifestado vontade de nascer com tanta pompa?
Não foi um acto heróico?
Claro que foi, portanto este bebé só poderia chamar-se Alexandre!