Enquanto os megalómanos se esforçam por destruir as pessoas, os que amam a beleza
fazem tudo para lhes proporcionarem um pouco de felicidade e de magia.
Obrigado a André Rieu.
Sou uma sonhadora pois sonho que, comigo, possam ganhar asas e porem a vossa imaginação a voar
quarta-feira, 29 de novembro de 2017
segunda-feira, 27 de novembro de 2017
A Primeira Mentira Da Humanidade
Há muito, muito tempo, num tempo tão remoto que não se sabe se é mitológico ou real, a humanidade não conhecia a mentira. Todos diziam a verdade, mesmo que fosse desagradável.
Ninguém se coibia de dizer o que achava bom ou mau, feio ou bonito, agradável ou desagradável, quer fosse de cariz físico, intelectual ou social.
De facto, nessa sociedade remotíssima, não havia a noção de verdade por não haver mentira: uma excluía a outra.
Como todos falavam verdade não havia castigos nem prémios. Todos sabiam que depois da morte deixavam de existir. Acabava-se tudo. Era o "Nada Absoluto"!
Tão simples quanto isto!
Um dia, um jovem por todos considerado feio, gordo, mal sucedido na vida e desprezado, teve conhecimento de que a mãe, doente, estava às portas da morte.
Quando chegou junto dela, a mãe confessou-lhe que tinha medo de morrer; estava apavorada devido ao "nada absoluto" depois da morte.
O filho, aflito com o pavor da mãe, afiançou-lhe que, depois da morte, as pessoas iam para um lugar maravilhoso e lá ficavam eternamente.
E "sem se aperceber do que fazia", à medida que a mãe ia perdendo o medo e sorrindo, ele ia dizendo que nesse outro lugar encontraria os entes queridos já falecidos e que todos lá viveriam, eternamente, numa grande mansão e muito felizes.
Só quando a mãe, feliz, deu o último suspiro, reparou nas pessoas que estavam perto e tinham ouvido tudo com ar de grande felicidade e querendo saber mais sobre esse lugar de que só ele tinha conhecimento, é que se apercebeu da dimensão de tudo o que tinha inventado - a Primeira Mentira!
Como ninguém sabia o que era uma mentita, acreditaram piamente no que ouviram e pensavam que ele conhecia o Homem que regia esse lugar maravilhoso para onde iriam depois de morrerem.
A notícia espalhou-se num ápice e todos queriam respostas para todas as perguntas de que se lembravam: se todos teriam mansões; se todos encontrariam os entes queridos; o que podiam on não fazer; quantas vezes podiam fazer algo que não deviam, sem perderem esse lugar paradisíaco; quem era esse Homem que mandava nesse lugar maravilhoso; por que havia coisas más e coisas boas; por que havia doenças e catrástrofes .... um nunca mais acabar de perguntas!
O problema é que, com mais perguntas, vinham mais mentiras.
O jovem nunca mais teve sossego. Começou com uma mentira piedosa .... e as mentiras aumentavam em escalada .... e as pessoas continuavam a creditar em tudo o que ele dizia.
A situação tornou-se incontrolável e irreversível, mas o jovem, de desprezado passou a ídolo, de quase indigente passou a riquíssimo.
Ele era o Único Mentiroso e, embora às vezes se perguntasse se o que estava a fazer era bom ou mau, se devia continuar a enganar os seus semelhantes ou não.... acabou por se acomodar e a enriquecer cada vez mais com a situação.
Apesar de enganadas, as pessoas continuavam a acreditar em tudo, sem pensarem, e sentiam-se bem!
O que é melhor:
A verdade ou a mentira piedosa?
quarta-feira, 22 de novembro de 2017
quarta-feira, 15 de novembro de 2017
sexta-feira, 10 de novembro de 2017
terça-feira, 7 de novembro de 2017
Em Quem Acreditar?
Recebi uma notificação apelando ajuda aos apicultores do nordeste português, devido à falta de comida das abelhas. Pedem açúcar para substituir o pólen das flores e respectiva vegetação devastadas pelos fogos recentes.
Muitas abelhas morreram devido aos incêndios e as que restam não têm comida.
Vi muitos comentários a esta notitificação e a maior parte das pessoas aderiu ao pedido, de imediato.
No entanto, havia dois comentários que censuravam este pedido de ajuda.
Um deles, o mais esclarecedor, era de uma enfermeira do hospital Egas Moniz que dizia também ser apicultora e lamentava a atitude destes apicultores que aproveitavam a oportunidade para obterem mais lucro. Dizia que, com os lucros desta actividade, podiam perfeitamente comprar comida artificial que é barata - l lt custa 1 euro - e dizia que lhes podia enviar o nome dos fornecedores daquela região.
Dizia também que os apicultores têm um seguro muiro barato que inclui incêndios e cobre os prejuízos.
Chamava-lhes vigaristas e oportunistas.
Eu, mais uma vez, fiquei com a mesma sensação que fico sempre que leio ou ouço notícias que me intrigam: umas rejeito-as de imediato por não terem sentido, outras deixam-me na dúvida.
Como conheço um pouco o género humano devido à experiência de vida; como sei que, infelizmente, o nosso povo, seja qual for a sua classe social, é aproveitador e gosta de "passar a perna" ao seu semelhante e ainda se gaba disso - como se fosse um grande feito - fiquei triste por não saber em quem acreditar.
Muitas vezes não ajudamos mais por desconfiarmos da verdadeira necessidade das pessoas.
Como já fui enganada algumas vezes, sem pudor, acabo por ficar indiferente.
Como saber quem realmente precisa?
De quem é a culpa desta "anestesia" social?
sábado, 4 de novembro de 2017
Magicando!
O que aprendo enquanto espero nos serviços públicos!
Acreditem que se fica mais informado sobre o funcionamento do país do que através dos serviços noticiosos!
Enquanto esperava para ser atendida na Segurança Social, dois senhores sentados ao meu lado falavam das suas experiências de nvida e eu não pude deixar de ouvir.
Um deles, o mais novo, dizia ter estado preso durante 5 anos e agora obrigavam-no a inscrever-se num curso subsidiado pela Segurança Social, a fim de obter uma qualificação laboral e arranjar emprego.
Confessava que era bom ter uma profissão, mas que também se sentira bem na cadeia, onde tinha tudo e sem fazer nada. Podia ver televisão na sala comum, podia falar e jogar com os outros presos, podia ir à internet pois há computadores e podia até fazer musculação no ginásio.
Não sei qual era a instituição prisional com tantas mordomias, nem sei se todas estão tão bem apetrechadas, ou se só aquela oferece "férias de qualidade" aos delinquentes.
O que sei é que comecei a magicar - tenho esta mania - que umas férias destas, com tudo pago, diversão e desporto incluído no pacote, dava-me um certo jeito!
Fazendo as contas à poupança da água, gás, electricidade, TV cabo, transportes, alimentação (não sei se teria desconto no IRS) durantes uns anitos, conseguiria uma boa poupança!
Mas confesso já que nunca poria um tostão num Banco privado, para não ser desfalcada pelos ladrões à solta!
Só há uma coisa que ainda não consegui saber: quais são os delitos - crimes é insultuoso - que dão direito a prisão e qual a pena para cada um deles, para poder escolher o mais vantajoso!
Digam lá se não é uma grande ideia!
quinta-feira, 2 de novembro de 2017
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