sexta-feira, 31 de março de 2017

Máfias














Volta e meia ouve-se e vêem-se na televisão os distúrbios que acontecem fora e dentro dos estádios, quando os adeptos do futebol, furibundos com os jogadores dos clubes rivais  e dos rivais clubistas, andam à pancada, destroem tudo o que lhes aparece pela frente e, às vezes, morrem pessoas.
Quando deparo com estas imagens, lembro-me do Império Romano e das arenas cheias de multidões para assistirem aos combates entre gladiadores, ou entre gladiadores e animais ferozes, e da histeria da multidão, excitada pelos massacres.
A grande diferença entre aqueles espectáculos em Roma e os espectáculos futebolísticos modernos é que, há mais de dois mil anos, as arenas enchiam-se de povo miserável que, propositadamente, não pagava nada e era narcotizado pelas cenas atrozes, nesta cidade sem comida, sem liberdade e à beira do colapso ...
Nos espectáculos de futebol os adeptos "pagam e bem", para verem jogadores que não têm "amor à camisola" a que pertencem, pois tanto se lhes dá estarem num ou noutro clube, no seu país ou no estrangeiro, pois só lhes interessam  os milhões que ganham. Isto para não falar de toda a Máfia dos dirigentes.
Acho incompreensível como é que as pessoas lutam umas com as outras -  enquanto os jogadores dos vários clubes confraternizam e são amigos - se deixam manipular e como estão dispostas a alimentar todo este esquema mafioso.
Não compreendo estas atitudes que me deixam "estarrecida"!






quinta-feira, 23 de março de 2017

Rituais E Simbologia






Quando leio artigos sobre a história comparada dos povos e das sociedades ao longo dos tempos, acabo por me aperceber que as mudanças no pensamento colectivo dos povos mudou muito pouco em relação aos milénios que antecederam a era actual.
Pensando e comparando as crenças, as crendices e os rituais das várias religiões que se sucederam ao longo da existência do género humano, constacto que, embora os rituais tenham uma aparência diferente, a ideia original é a mesma. Isto acontece tanto no que diz respeito à interacção entre os indivíduos, como à interacção a que os indivíduos aspiram com o Ser Supremo - Deus.
Hoje, ao ler um artigo sobre rituais e a sua simbologia, não pude deixar de me lembrar de um desses rituais muito comuns entre os povos primitivos, mas que já não existe: os guerreiros das várias tribos que constantemente estavam em guerra, quando capturavam os guerreiros mais fortes da tribo rival,  retiravam-lhes o coração e comiam-no, em honra ao seu heroísmo e para receberem a sua valentia.
 Durante muito tempo as sociedades mais civilizadas chamaram-lhes antropófagos porque, não percebendo o seu simbolismo, só viam humanos a comerem os seus semelhantes. Só recentemente, os estudiosos do comportamento humano das várias civilizações se aperceberam que, afinal, esses povos praticavam um "rito simbólico" de homenagem e comunhão com o seu adversário.
E concluia o artigo: qual a simbologia subjacente ao ritual cristão da "Comunhão"?
Os cristãos, na comunhão, tomam e mastigam a hóstia sagrada que simboliza o corpo de Jesus!









quarta-feira, 15 de março de 2017

Batalha Insólita!

























Numa das minhas "deambulações" pelas Histórias de Portugal, deparei com um acontecimento histórico que teve lugar no século XV, mas de que nunca ouvi falar em nenhum romance histórico ou  livro de história.
Este acontecimento não só é verídico como é hilariante.
Lembram-se do nosso rei  D. Sebastião que morreu em África. Como não deixou descendentes todos os familiares mais próximos entraram em conflito para ocuparem o trono de Portugal.
Os que mais se destacaram foram o rei Filipe de Espanha e D. António Prio do Crato.
Para não me alongar nestas contendas pelo poder, limito-me a contar o que aconteceu na Ilha Terceira, nos Açores, onde D. João era considerado o rei de Portugal.
Na Baía de Salga, onde a armada espanhola, com 1000 militares, tinha desembarcado para dar "uma lição" aos insurrectos, teve uma grande e desagradável surpresa. Quando o exército já estava a subir a encosta deserta da praia, viram uma mulher numa encosta que agitava os braços e que gritava todos os impropérios próprios da ilha e rematava com "Estamos por D. António".
Os invasores, julgando-a louca, começaram a rir, tendo como certa a tomada da ilha. Só não se aperceberam que, entretanto, os terceirenses tinham largado uma manada de gado bravo. O capitão espanhol, atónito com a investida do gado em fúria sobre os seus soldados que, apavorados fugiam para o mar mas que desapareciam entre as patas e os dorsos dos animais, olhava consternado para aquele estranho cenário de guerra e desolação.
No cimo do morro, Brianda - assim se chamava a terceirense - continuava a gritar e a balançar o corpo como imitando os animais.
 Insólito e único! Uma batalha travada e ganha ..... à cornada!
Imaginem a cena e riam-se!

















quarta-feira, 8 de março de 2017

Emoções

                                                          O Pavilhão CARLOS LOPES                                                                                                                                                                                

         



                    No átrio temos a estátua do "Discóbulo", símbolo grego da educação física




Já devem saber que o Pavilhão Carlos Lopes reabriu as suas portas ao público.
Depois de anos e anos de degradação, finalmente reabriu, no dia 18 de Fevereiro, após grandes trabalhos de recuperação.
Há dias resolvi visitá-lo e senti-me emocionada ...
Durante anos, quando ali passava, sentia muita pena por ver um edifício tão belo, tão emblemático, onde aconteceram tantos e tão diversos eventos, completamente abandonado e sujeito a saque de quem cobiçava os seus painéis de azulejo.
Sabia e  todos os portugueses sabem que o nome deste Pavilhão - Carlos Lopes - lhe foi atribuído devido aos vários feitos deste grande atleta - ganhou individualmente 3 títulos em maratonas mundiais de corta-mato e um record mundial de corta-mato em Roterdão - mas principalmente pelo título de campeão olímpico na maratona de Los Angeles em 1984.
Todos sabemos isto mas o que talvez não saibam e eu também não sabia é que este pavilhão foi construído em Portugal, em 1921, em peças desmontáveis, para ser montado no Rio de Janeiro numa grande exposição mundial, pois o governo do Brasil quis assim comemorar os 100 anos da sua independência.
Dois anos mais tarde foi desmantelado e, novamente de barco, voltou a Portugal e montado no sítio onde o podemos admirar, na encosta do Parque Eduardo VII.
Neste pavilhão se efectuou todo o tipo de espectáculos, desde desporto a teatro, cinema, exposições de carros e outras, bailes, concentrações sociais e políticas, espectáculos de patinagem artística etc.
 É com grande regozijo que vos informo que, até meados de Março, poderão visitá-lo e disfrutar da projecção de vídeos sobre a sua estória e sobre a cidade de Lisboa.