Chamo-me Zéfiro e sou o vento de oeste, típico da primavera.
Todos me conhecem mas talvez não saibam o meu nome porque já não me desenham nos mapas actuais. Antigamente, nos finais da Idade Média e durante o Renascimento, eu aparecia sempre nas cartas de navegaçãoEra representado por uma cabeça de bébé, com cabelo encaracolado e com grandes bochechas cheias de ar que eu soprava, suavemente, para enfunar as velas das caravelas e as levar a bom porto.
Tenho três irmãos, o Bóreas, o Noto e o Euro, mas estes são muito fortes e, por vezes, sem querer, sopram com tanta força que provocam grandes tempestades.
Eu, como sou pequeno e nunca crescerei, continuo a soprar aquela brisa agradável muito apreciada por todos, especialmente nos dias de muito calor.
Durante o inverno estou quase sempre de férias, mas de Abril a Setembro tenho muito trabalho e ainda bem, porque gosto de ver o prazer que as pessoas sentem quando as refresco.
Claro que também sou muito importante para as árvores e arbustos. Além de também os refrescar, sou eu que tenho a incumbência de transportar as sementes de um lado para o outro, pois os frutos são essenciais à vida das pessoas e animais.
Não gosto de me gabar, mas hoje fiquei particularmente feliz porque, num jardim onde chegava o meu sopro, vi uma senhora sentada num banco, com um ar muito satisfeito por estar a sentir-se muito fresca, e a olhar para as folhas das árvores que se balançavam alegremente nos seus ramos e que parecia estarem a fazer-lhe adeus.











