Quando me sinto irritada ou muito enervada, para acalmar e encontrar paz de espírito, vou para junto do mar. É o remédio mais eficaz.
Na brincadeira costumo dizer aos meus amigos que, numa reencarnação anterior, devo ter sido pescador ou marinheiro - quem sabe se não andei a desbravar o mar nas caravelas portuguesas no tempo das Descobertas, no séc.XV?
Só assim se justificaria o meu amor pelo mar e pelo bem-estar que sinto quando observo o seu vai-vem, já para não falar do prazer de observar as gaivotas quando elas se "passeiam" pelo ar, planando muito quietas, aproveitando as correntes de ar quente. Vão, vêm, de vez em quando descem velozmente para depois subirem em flecha, como bombardeiros, e voltam a planar suavemente, sem pressas, fruindo a paisagem. Sim, eu acredito que se devem sentir muito felizes suspensas no ar, a observar o que as rodeia.
Outra coisa que aprecio nas gaivotas é que são as únicas aves, ou quase, que se deslocam perfeitamente, tanto em terra, como no ar, e na água, onde se baloiçam ao sabor das ondas.
Muitas vezes acabo por ficar com inveja delas mas, embora seja muito feio invejar alguém ou alguma coisa, é inevitável.
Portanto, se numa reencarnação futura eu puder escolher, não há que duvidar, eu quero ser gaivota.

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