domingo, 27 de dezembro de 2015

A Todos Os Cozinheiros E Chefs: O Meu Apoio












Hoje, pensando na noite de Ano Novo e nas pessoas que vão fazer a sua festa em hotéis, restaurantes ou casinos, com direito a ceia - ceias especiais - e pensando no trabalho dos cozinheiros e chefs  para satisfação de quem paga, lembrei-me de um programa  de televisão sobre receitas e ornamentação dos pratos, dos vários que são apresentados em inúmeros canais.
Já foi há algum tempo, mas lembro-me perfeitamente, não da receita, mas da trabalheira que o chef teve para elaborar a apresentação do pitéu.
Para mim, foi um tempo infinito, mas o resultado era uma obra de arte e o chef estava, e com razão, orgulhoso da sua obra.
O prato foi levado para a mesa e o cliente, homem para o gorducho, pegou no garfo e na faca e, para meu espanto, cortou em cruz aquela obra de arte e começou a comer. Quando eu vi aquela "brutalidade", senti uma dor no estômago, como se a obra fosse minha e tivesse sido vandalizada.
Penso que nem toda a gente actuará da mesma maneira e que, pelo menos, aprecie a arte dos cozinheiros que se esforçam para confeccionar um prato saboroso mas também artístico.
A todos os que na passagem do ano tiverem como missão satisfazerem a fome ou a gula dos clientes, desejo um bom trabalho e um Bom Ano.









quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Semelhanças - As Formigas E Os Humanos









É interessante constactar as várias coincidências existentes no nosso planeta.
Há dias, num comentário televisivo sobre a  ordem social das formigas, o estudioso desta comunidade afirmava que as formigas têm uma hierarquia social semelhante à hierarquia social dos humanos, perfeitamente regulamentada geneticamente (a das formigas) e perfeitamente eficiente; por isso é o animal mais bem sucedido da Terra.
Curiosamente, lendo um livro que nada tem a ver com o estudo dos referidos insectos, mas com o relato de um episódio que tanto pode ser de épocas passadas como dos dias de hoje, o autor faz o paralelismo entre o trabalho das formigas e o que se passa no trabalho da construção civil - mas que poderemos comparar com outro qualquer - onde  os operários (até os nomes coincidem) tal como as formigas operárias, carregam, com muito esforço, os materiais necessários de um lado para o outro, que depois são levados por outros operários para um outro local onde, por sua vez, outros mais especializados os trabalharão e que depois serão colocados ou utilizados por outros operários ainda mais especializados. Ou seja, os materiais vão passando de mão em mão até à fase final, tal como acontece com as formigas que vão passando umas às outras, também com muito esforço, tudo o que encontram no exterior do formigueiro até à sua colocação definitiva no seu interioir.
Mas estes pequenos animais, conseguem que o seu esforço seja coroado de êxito em benefício de toda a comunidade, pois o formigueiro fica abastecido para a época invernia.
Com os  operários humanos isso já não acontece, porque o que carregam não é para proveito da sua comunidade, mas de uma comunidade da qual eles não fazem parte, não ficando com os "seus formigueiros" abastecidos para a época de privação .... e terão muita sorte se não passarem fome.












terça-feira, 15 de dezembro de 2015

O Café - Nosso Amigo















Gosto muito de café. Quem não gosta?
Há quem afirme que é a bebida que mais se bebe no mundo inteiro.
No Séc. XIX tornou-se a bebida de eleição dos intelectuais elegantes europeus que, para desfrutarem desta bebida saborosa e em moda, se juntavam nos Cafés e aí debatiam as suas ideias literárias, artísticas, políticas etc. - as famosas Tertúlias.
O primeiro "Café" público foi inaugurado em Londes - o Café Royal" e que também era frequentado pela aristocracia. A seguir foi Paris a aderir à moda, também com a aristocracia a frequentar estes cafés sumptuosos, além dos intelectuais.


                       Londres                                                                               Lisboa















Portugal, claro, também aderiu à moda, e o Café mais emblemático, por ser frequentado pelos intelectuais da época e ser de um luxo a que os portugueses não estavam habituados, foi o Café Marrare -  invocado por Eça de Queirós no seu romance "Os Maias" - e hoje chamado A Brasileira do Chiado.
Como homenagem à época e a um dos seus frequentadores ilustres, já há alguns anos que podemos "encontrar" Fernando Pessoa na esplanada, bem instalado à mesa com a sua chávena de café.
Mas o melhor de tudo é que esta bebida indispensável é um bom estimulante do organismo, previne muitas doenças, dá-nos bem-estar e não tem as desvantagens dos outros estimulantes conhecidos que, ao contrário do café, são prejudiciais à saúde.
Além disso é a bebida predilecta quando encontramos um amigo que já não víamos há meses ou anos e a quem condivamos para um cafèzinho, enquanto desfiamos memórias passadas.
E amigos leitores .....vai um cafèzinho?

























sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

FRASES SÁBIAS




    
    Todos sabemos que o bem e a felicidade não duram muito -
    mas não damos por eles quando vêm, 
    não os vemos quando estão, 
    só damos pela sua falta quando já partiram ...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Ontem E Hoje (Sermão de Stº. António Aos Peixes)






Hoje, se houver entre os meus amigos leitores, algum ou alguns que têm como missão aconselhar, ensinar, educar, digam-me:
Nunca se sentiram como Stº António quando  "pregou aos peixes", através do grande pregador do séc.XVII, Padre António Vieira?
Eu, senti-me e continuo a sentir-me como ele, ou seja, a "pregar aos peixes", mas o pior de tudo é que, na nossa sociedade, estes "peixes" não só não ouvem, como não querem ouvir e nem sequer levantam as cabeças para ver quem fala, enquanto que o santo conseguiu a atenção dos peixes e conseguiu que eles o ouvissem.
O que afirmo aplica-se a todas as  idades e camadas sociais.
Só há um "sermão" que é ouvido: o da tecnologia que é cada vez mais sofisticado, mais desejado, mais utilizado, até à absorção quase total da disponibilidade diária que deveria ser dedicada a outros deveres laborais e familiares e que ficam completamente descurados.
Aqui os peixes não precisam de sermão, porque mesmo sem olharem continuam a ser pescados nas malhas alucinantes da modernidade.
Afinal, o célebre verso "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades" ficou desactualizado, porque o mundo muda ... mas as vontades continuam iguais - inertes!