sexta-feira, 28 de julho de 2017

Elogio






















Nos textos que publico nunca fiz referência a nenhum autor e a nenhum livro que leio, embora muitas vezes deles retire ideias ou conhecimentos sobre os quais depois escrevo e faço comentários.
Hoje vou fazer uma excepção!
Vou partilhar o nome de uma escritora brasileira que não conhecia, mas que me proporcionou uma viagem história  inesquecível  pelo Brasil e por Portugal:
Porquê inesquecível?
Esta escritora fez o retrato psicológico do povo brasileiro - a sua maneira de ser e estar - com base no retrato psicológico do povo português - a sua maneira de ser e estar , pois o "brasileiro" é o reflexo do "português" -  contando os episódios mais marcantes de Portugal e a sua interligação ao Brasil.
Dirão: - Mas muitos historiadores e escritores já o fizeram!
É verdade, mas nenhum o fez de forma tão divertida embora verídira; nenhum o fez com o sentido de humor inteligente mas certeiro e didático deste livro e numa linguagem coloquial, com comentários hilariantes, como se estivesse a contar um conto ao serão.
Já tenho rido muito com os assuntos de alguns livros, mas nunca me ri tanto como me ri com este.
Os factos que todos conhecemos da nossa história passam a ter um significado diferente e uma perspectiva diferente, contados e comentados desta maneira: adquirem poesia e ficam mais próximos de nós!
Adorei toda a narrativa, mas aquilo de que mais gostei e que emocionou imenso, foi sentir ao longo do livro o enorme orgulho que esta brasileira/escritora sente por ser descente de portugueses e de ser descendente de um país onde, apesar dos vários encontros e desencontros entre estes dois povos de continentes opostos do Oceano Atlântico, há mais afinidades do que queremos aparentar!
Pelo que me diverti, pelo que aprendi com os seus comentários incríveis e pela ternura e orgulho demonstrados pelo povo português e por Portugal, no seu livro incrível "O Português Que Nos Pariu", como portuguesa dou os meus parabéns e sincero agradecimento à escritora Angela Dutra de Menezes.








quinta-feira, 20 de julho de 2017

O Coliseu de Roma - O 1º Centro Comercial do Mundo?






Não ... não estou a delirar!
 Não fiquem a pensar no título pomposo, pois só quis chamar a vossa atenção para a história que vou contar e, então, compreenderão o porquê da minha escolha!
O Coliseu de Roma, o emblemático monumento que todos conhecemos não é um Centro Comercial, continua a ser o local que nos transporta para o Império Romano e onde podemos imaginar as grandes lutas entre gladiadores, entre gladiadores e feras e onde  foram massacradas centenas dos primeiros cristãos.
Numa das minhas leituras, deparei-me com um texto muito interessante sobre Sisto V, um dos Papas do final do Séc. XVI, um homem enérgico e determinado que, no seu breve pontificado de 5 anos, resolveu reconstruir Roma que estava completamente devastada e espoliada, devido às guerras entre  o Imperador espanhol Carlos V e o Rei francês Francisco I.


 

 
Este Papa conseguiu reconstruir Roma e, por isso, é considerado o pai da Roma moderna; conseguiu  impor  respeito pelas leis - que era nulo; conseguiu  acabar com a criminalidade que assolava a cidade e, como parte da criminalidade se devia ao desemprego crónico da população, propôs "transformar o Coliseu numa fábrica de lã para dar trabalho a todos os pobres de Roma e os salvar da mendicidade nas ruas".
Cada trabalhador teria uma oficina no rés-do-chão e, por cima dela, teria um apartamento gratuito com dois quartos e uma galeria aberta.
Percebem agora porque "eu" o considero o 1º Centro Comercial do Mundo?
Isto não é o correspondente do moderno Centro Comercial?
A única diferença é que os trabalhadores não pagavam o espaço e tinham direito a casa, e nos Centros Comerciais modernos as lojas pagam-se e bem!
E é de inteira justiça que faça um alogio a este Papa, de mente aberta e de visão muito além do seu tempo - um verdadeiro reformador - e, no dizer do autor do texto, " Sisto V pode ser considerado o primeiro administrador moderrno da história".



segunda-feira, 17 de julho de 2017

Mea Culpa!




Não sei como falar de uma preocupação que me tem persguido ultimamente.
Sou uma pessoa aberta às correntes modernas, acho que cada pessoa tem o direito de viver como quiser e como se sentir feliz, mas, recentemente, aconteceu algo que me deixou taciturna e a matutar.
Estava sentada num largo junto de uma igreja e, apesar de estar distraída, não pude deixar de reparar numa carrinha parada junto dessa igreja, da qual saíam alguns jovens que para lá levavam caixas com intrumentos musicais.
Como não eram uns jovens quaisquer, pois todos usavam um hábito castanho e beje, com botas caneleiras também castanhas, semelhante aos hábitos dos cavaleiros templários da Idade Média, mas em vez da Cruz de Cristo no peito, tinham uma outra insígnia também no peito.
Pensando que iria haver um concerto na igreja, resolvi entrar e perguntar a que horas começaria, para poder assistir.
Lá dentro havia cerca de vinte jovens, todos entre os dezoito e os vinte e cinco anos, todos altos e bem constituídos - uns "galãs" - e eu, bisbilhoteira, perguntei a um deles a que congregação pertenciam.
O jovem respondeu que pertenciam a uma confraria recente ligada à Igreja, de cujo nome já não me lembro.
Quando saí perguntei-me o que leva tantos jovens, que teriam quantas namoradas quisessem, a entrar numa confraria religiosa!
E "mea culpa" não puder deixar de pensar o pior em relação àqueles jovens e não pude deixar de lamentar o futuro das mulheres que têm cada vez menos hipóteses em relação ao género masculino - embora "masculino" só conste no cartão de identidade ou de cidadão.
Afinal como podem elas não optar também pelo mesmo sexo?
Cada vez que saio de casa e olho à minha volta, é cada vez maior o número de pessoas do sexo masculino que apresentam nitidamente a sua tendência homossexual e muitos de forma exibicionista.
Não critico ninguém, só tento imaginar como será o futuro e mais uma vez "Confesso":
 - Tenho pena das mulheres e da sua frustação,  como "Ser Maternal", pela  impossibilidade de conceberem um filho, a não ser por inseminação!









domingo, 9 de julho de 2017

Ano 2030 - Ensino Robô

                                                              

                                                            Professores do futuro


Li, há dias, que em 2030 o método de ensino vai ser revolucionado.
Os alunos, em vez de irem à escola, terão lições através da internet (ou televisão?) leccionadas por robôs devidamente competentes e certificados -  os futuros professores!
Quando li a notícia os dois primeiros pensamentos que logo me surgiram foram:

1 - Professores sem emprego.

2 - Como serão as aulas dadas por um robô?

Depois do primeiro impacto da notícia, sucederam-se outros pensamentos mais ligados aos alunos:

1 - Os jovens de todo o mundo que, numa sala de aula, não prestam atenção porque se "estão borrifando" para as matérias dadas e para os professores que fazem "malabarismos" para conseguirem a sua atenção, como irão ouvir um robô através de um serviço mediático, em vez de estarem a falar com os amigos no telemóvel ou na internet?

2 - Os encarregados de educação (?) que tanto gostam de queixar-se dos professores e fazerem deles "bodes expiatórios" da sua incapacidade em educar os filhos, como poderão culpar  um robô  e processá-lo por ele querer que o aluno aprenda o que está a leccionar?







3 - Mais triste ainda, os jovens ficarão cada vez  mais isolados com a falta de companheirismo, com a falta das brincadeiras  nos intervalos e na sala de aula, que ajudam ao crescimento da responsabilidade e da maturidade que se aquirem em contacto com os amigos, com os professores,  auxiliares de educação e com o meio ambiente que os rodeia!





Acabei de ter uma ideia genial:

- Não haverá robôs competentes para ensinarem os politiqueiros a serem" políticos de facto"?













Sonha Comigo: Modernismo e Romantismo

Sonha Comigo: Modernismo e Romantismo: Há dias, num dos meus passeios pela cidade, andando despreocupada a olhar para tudo e para nada, sem querer, a minha atenção foi despert...