segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Impérios - Desmistificação

                                             
                                                         Lisboa nos Séculos XV e XVI


Ao longos dos milénios quantos grandes impérios existiram? Vários, embora só tivéssemos estudado os mais marcantes e que mais contribuiram para o avanço ou aproximação de todos os povos do nosso planeta.
Claro que para este conhecimento generalizado foi muito importante o papel de cronistas, filósofos, historiadores e, nos nossos dias, a comunicação social.
Mas, tal como a comunicação é manipulada pelos poderosos e só sabemos aquilo que nos querem dizer, muitas vezes deturpando factos, o mesmo acontecia nos tempos passados. O cronista ou historiador relatava os acontecimentos de acordo com a encomenda de quem pagava - geralmente os reis - que queriam o seu nome perpetuado mesmo que os eventos fossem falseados.
Mas perguntarão: para quê todo este arrazoado?
Porque, ao ver a informação que nos é facultada, quer em programas específicos dos vários canais televisivos, ou em filmes que nos retratam os diversos acontecimentos de épocas áureas, quem não sabe a verdade fica com uma ideia errada da História.
Por isto ter acontecido há bem pouco tempo, eu senti-me na necessidade de desmistificar a ideia que tem sido transmitida ao mundo sobre um período do império espanhol: o reinado dos "Filipes" - fim do Séc. XV e início do Sec. XVI.
Como devem saber, tanto o rei Filipe III como o rei Filipe IV, chamavam à Espanha o Império das Espanhas, o único império onde "o Sol nunca se punha" porque, diziam, dominava em todos os Continentes.
Mas, "esqueceram-se" de informar o mundo de que os territórios desses continentes, de que se vangloriavam, só perteceram à coroa espanhola durante ESCASSOS 60 ANOS e NEM FOI  por mérito próprio.

                                        Padrão dos Descobrimentos na margem do Rio Tejo

                                      - Homenagem a todos os descobridores que percorreram       
                                         os oceanos, tendo chegado à Autrália.




 
Estes territórios pertenciam à COROA PORTUGUESA, DESDE O SÉC. XV, e só passaram para a coroa espanhola quando o rei português - D. Sebastião - foi  morto em batalha e por não ter deixado descendentes, pois tinha 14 anos. A parente mais próxima do rei português  - uma tia - era casada com o rei espanhol que reivindicou a coroa portuguesa.
Só 60 anos depois, quando um descendente colateral do rei português atingiu a maioridade, reinvindicou a coroa portuguesa e, após várias batalhas travadas entre Portugal e a Espanha - a qual foi sempre derrotada - Portugal voltou a adquirir a sua soberania e o seu Império.
Para quem não souber, Portugal teve territórios em África, Índia, China e América e algumas ilhas do Pacífico. Na América tinha o Brasil que conservou até meados do século XIX, quando o rei D. Pedro IV lhe deu a independência, mas tornando-se seu Imperador.
Os outros territórios de África, da Índia e da China continuaram a ser domínio português até meados do séc XX.
Resumindo, o Império Português durou 500 ANOS e foi  "O VERDAIDEIRO IMPÉRIO ONDE O SOL NUNCA SE PUNHA".


                Rio de Janeiro - Séc. XIX                                                                









                                        Macau






sábado, 19 de novembro de 2016

1º Cientista da Humanidade? EVA





Com tantas descobertas neste último ano, que está quase a terminar, eu não quis ficar no anonimato e resolvi "descobrir" algo de diferente.
Pensando em todos os grandes nomes da história da Ciência, desde os tempos mais remotos até aos dias de hoje, de repente perguntei-me:
Qual foi afinal o 1º homem (porque a ciência sempre foi uma actividade masculina) que se pôs a "magicar" sobre qualquer coisa que lhe despertou a atenção e tentou uma resposta para esse enigma?
Também eu me pus a "magicar" e não conssegui encontrar o tal ancestral curioso e, portanto, 1º. cientista.
Foi então que - abracadabra - tive uma epifania ...
A resposta estava mesmo à minha frente, e à frente de todos, bastava "VER" ...
 E, mais incrível ainda, o 1º cientista da humanidade não foi um homem mas uma mulher - EVA!
Ninguém pode contestar esta Verdade, pois todas a gente sabe - afirmado na Bíblia e ensinado pelas religiões que nela fundamentam a Fé -  que foi Eva que, desobedecendo às ordens divinas, colheu a maçã da Árvore da Ciência porque queria saber os enigmas que essa árvore escondia.
As religiões daí resultantes, infelizmente, não compreenderam o espírito científico de Eva, a sua "sede" de saber mais do que os seus olhos viam no jardim do Éden, por isso lhe chamaram desobediente, bisbilhoteira, malvada, e pecadora ...
Por este mal-entendido, todas as mulheres - durante milénios - ficaram com a marca de bruxas, aleivosas, víobras, falsas e tudo aquilo que os homens - invejosos - lhes quiseram chamar ao longo dos tempos!
Portanto, chegou o momento de reabilitar a Mãe da Humanidade e" prestar-lhe a homenagem que Ela merece".
 DECLARO QUE EVA FOI A 1ª CIENTISTA DA HUMANIDADE E, SEM ELA, NÃO TERÍAMOS CIÊNCIA!





Top 5 Astrophysics Discovery of this Century

Top 5 Astrophysics Discovery of this Century: The List of Remarkable discoveries of Astrophysics in the century from Black holes to Relativity .

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

O Apostulado do Papa Verdadeiramente Cristão







                                          O Papa Francisco

O Papa Francisco é o verdadeiro Papa - ou Pai - dos cristãos.
Interpreta o cristianismo como Jesus o definia: partilhar  com o semelhante; amarmo-nos como irmãos, pois somos todos filhos de Deus; perdoar a quem peca, pois todos somos pecadores; não explorar os nossos irmãos, pois isso é roubar, etc.
Ele sabe o que os povos têm sofrido ao longo dos séculos e sabe muito bem como sofreu e continua a sofrer o povo onde nasceu, onde viveu e onde lutou a seu lado - a Argentina - e sabe que foi a ganância e a prepotência que escravizaram o seu povo, como tantos outros.
A Igreja começou muito cedo a explorar os cristãos, que pensavam nela encontrar justiça e amor...
Esta posição do Papa Francisco, inédita no seio da Igreja Católica Romana, está a criar-lhe muitos  inimigos e o cerco está a fechar-se!
Como deve sentir-se sozinho e amargurado ....

               


                

domingo, 6 de novembro de 2016

Antigas Paragens De Autocarros


                                                                                                                                   
                                                                                  




O fotógrafo canadiano Cristopher Herwig, ao deslocar-se através dos diversos estados da antiga União Soviética, deparou-se com algo de invulgar: antigas paragens de autocarro, no meio do nada, que já não têm serventia, mas que ele considera verdadeiras obras de arte - surreais e futuristas, no dizer de Cristopher  - apesar da degradação a que estão votadas.
Cristopher percorreu a Ásia Central durante alguns anos e encontrou estas estruturas artísticas em 12 países do antigo império soviético - Lituânia, Cazaquistão, Turquemenistão, Arménia, Moldávia etc.
Durante o império soviético estas antigas paragens eram usadas para transportar a classe operária para o trabalho. Os governantes comunistas pensavam que, enquanto esperavam, os operários iriam apreciar um local que, pretensamente, lhes daria sensação de bem-estar.
Estas obras eram realizadas pelos artistas locais e eram permitidas porque o governo, apesar de as considerar Arte Menor, achava-as um bom meio de propaganda política nos países anexados.
No entanto, parece que o objectivo não foi alcançado, porque estes países libertados da alçada comunista votaram-nas ao desprezo e não lhes atribuem nenhuma  importância.
 Este fotógrafo comenta que, enquanto fotografava estas antigas obras de arte, muitas vezes foi insultado e ameaçado pelos habitantes locais.