A Marcha Triunfal da ópera Aida, de Verdi, interpretada pela Orquestra Sinfónica de Savaria, nome romano desta cidade da Hungria.
Não há dúvida de que a música clássica continua a "vir para a rua", a vir ter com o povo, informal, apelativa, em vez de continuar com ar solene, restrita à elite.
A música é uma linguagem universal, e mesmo que não se saiba o enredo do que se está a ouvir, a musicalidade e beleza são entendidas e sentidas por toda a gente.
Sou uma sonhadora pois sonho que, comigo, possam ganhar asas e porem a vossa imaginação a voar
quarta-feira, 29 de janeiro de 2020
terça-feira, 28 de janeiro de 2020
Que Cabeludo!


Mas as aparências iludem, toda a gente sabe!
Pois este animal que nas fotos parece grande, na realidade é um pequeno Sagui que só existe no NW da Colômbia e tem o nome pomposo, mas adequado, Sagui Cabeça-de- Algodão.
É dos mais pequenos que se conhecem. O corpo mede apenas entre 21 e 26 cm, sem a cauda, e pesa, no máximo, 500 gr.
Como se pode ver, estes saguis têm uma longa cabeleira farfalhuda que se estende até aos ombros. Têm garras em vez de unhas, o que lhes permite subir às árvores com toda a facilidade.
É um símio que vive em pequenos grupos - máximo 13 indivíduos - e só o casal dominante se reproduz.
Uma característica única é que a sua comunicação é muito sofisticada, com evidência de estrutura gramatical.
Não admira que o interessante e sofisticado Sagui Cabeça-de-Algodão, apesar de tão pequeno, seja muito cobiçado e, devido ao comércio ilegal e também à deflorestação, esteja em vias de extinção.
É o grande drama do nosso século!
sexta-feira, 24 de janeiro de 2020
Não Pensar Atrofia O Cérebro
O órgão onde as lembranças e aprendizagens são armazenadas
Á medida que as novas tecnologias se sobrepõem às actividades físicas e intelectuais das pessoas, os seus órgãos começam a atrofiar.
Cada órgão tem a sua função - a função faz o órgão - mas, para a desempenhar, precisa de ser utilizado, caso contrário torna-se preguiço e começa a definhar.
Isto é válido para tudo no corpo humano. É por isso que, quando as pessoas se reformam após uma vida de trabalho, se ficarem inactivas, começam a sentir-se tristes, desmemoriadas, sem interesse por nada e sentem-se inúteis. Pior ainda, ao perderem capacidades cognitivas, envelhecem mais depressa e ficam taralhoucas.
Segundo estudos recentes, as pessoas recorrem cada vez mais às novas tecnologias para não se esforçarem mentalmente no dia-a-dia, porque tudo é fornecido por acessórios ao dispor: o que deve fazer durante o dia, as consultas e compromissos, as compras e os gastos, tudo é feito pelas máquinas.
Não nos lembramos de algo? Não vale a pena "moer o juízo"! Vamos às redes informáticas ...
Resultado?
O cérebro pára de se exercitar, pois é "posto de lado", e perde as suas faculdades. Quando já é tarde é que reparamos que, afinal, não nos conseguimos lembrar de nada!
O Hipocampo, o órgão onde estão armazenadas as lembranças e experiências vividas, atrofia e as pessoas esquecem tudo o que aprenderam e apreenderam, ficando num estado permanente de aprendizagem/esquecimento.
Um estudo recente concluiu que nas pessoas que usam regularmente GPS para se orientarem, a matéria cinzenta do seu cérebro - o Hipocampo - torna-se menor do que nas que não usam esse sistema de orientação.
É a função que faz o órgão; o esforço gera desenvolvimento; o movimento revigora a vida.
Isto é válido tanto para a actividade física como para a actividade cerebral.
Portanto, cuidado com a saúde mental!
A continuarmos assim, qualquer dia, mentalmente, estamos na Idade da Pedra.
sábado, 18 de janeiro de 2020
Mãe-Da-Lua Gigante
Os nomes, Mãe-da-Lua Gigante ou, Ave Fantasma, só podiam ser mesmo dados a uma ave brasileira, pois o povo brasileiro tem sentido de humor.
É uma ave nocturna que pode atingir 50 cm, caça insectos e, devido à coloração cinza ou acastanhada, durante o dia confunde-se com os troncos onde permanece horas, estática, tornando-se invisível.
Mesmo com os olhos fechados consegue ver tudo o que a rodeia, devido a duas fendas que tem nas pálpebras. A íris enorme pode ser amarela, acinzentada ou verde.
O seu canto melancólico nocturno que parece "lamentos" deu origem a várias lendas:
- Se alguém escrever uma carta de amor com uma pena desta ave, será imediatamente correspondido.
- Para preservar a castidade de uma jovem, basta varrer debaixo da sua cama com uma vassoura feita de penas da Mãe-da-Lua.
Não têm hipótese de demonstrar a veracidade das lendas, só ….. se forem ao Brasil!
quarta-feira, 15 de janeiro de 2020
Portugal, Jardim À Beira-Mar Plantado
Os vigilantes dos países
Este verso do poema de Sebastião da Gama, nunca me soou tão bem como hoje!
Somos pobres, atrasados, segundo os padrões industriais e tecnológicos mundiais, mas ainda temos um país por onde todos podemos circular à vontade e sossegados, fazendo o que queremos, até disparates, darmos opiniões sem consequências, infringirmos regras de conduta e … de trânsito, sem problemas de maior.
Somos uns sortudos!
Pensarão que não somos os únicos a termos ainda esta liberdade, mas a verdade é que somos quase únicos, especialmente na Europa. Temos alguma vigilância em Lisboa e talvez no Porto, mas praticamente nenhuma no resto do país.
Todas as grandes cidades da Europa têm sistemas de vigilância espalhadas por todo o lado. Os cidadãos estão a ser constantemente vigiados e essa vigilância acarreta consequências.
Imaginem não podermos fazer nada sem que os serviços de vigilância saibam e actuem!
Mas esta vigilância permanente não se circunscreve às vias públicas, o mesmo acontece nos estabelecimentos e nos serviços públicos.
Mas o que mais me impressionou foi saber que esta vigilância constante por parte de alguns países se tornou de tal maneira eficaz, que os cidadãos se tornaram autênticos escravos.
Na China há milhares de milhões de câmaras espalhadas por todo o lado e o sistema é tão sofisticado que até consegue saber a identidade de um vulto pelo seu modo de andar, saber onde está qualquer pessoa a qualquer momento e até o que está a fazer, mesmo em casa, devido à ligação dos telemóveis às redes sociais.
E mais, as pessoas são avaliados pelos seus actos, com pontos, num total de 100, e pelo seu comportamento podem ser punidas ou premiadas, perdendo ou ganhando pontos. As perdas vão sendo somadas e podem mesmo tirar todas as regalias aos cidadãos, tornando-os párias.
Para termos ideia da situação a que levou a espionagem informática, um dos exemplos citados a que achei piada, por ser inesperada, é a seguinte: se um cãozinho fizer cócó na rua e o dono não o apanhar, como as câmaras registam tudo, este é punido com perda de 5 pontos.
Quem se atreve a prevaricar, com esta escravatura comportamental!
Eu pensei de imediato na quase totalidade de portugueses que têm cães, mas que não apanham os cócós e os deixam para serem pisados e levados para casa pelos passantes mais descuidados!
Com este sistema, em 20 dias a maioria dos portugueses chegaria aos 100 pontos negativos e tornar-se-ia pária...
Somos ou não somos uns sortudos?
Pensando bem, "sermos atrasados" até é uma bênção, ah, ah, ah!
domingo, 12 de janeiro de 2020
A Moral Ao Longo Dos Séculos
Ao longo dos séculos, a Moral foi um dos grandes temas debatidos pelos homens.
Mas o que são actos imorais para alguns povos, para outros são actos normais; e as perspectivas morais ou imorais não acontecem só ao longo das várias épocas, mas também entre povos diferentes durante a mesma época.
Vou limitar-me a enumerar algumas atitudes diferentes de civilizações diferentes, em épocas diferentes e em épocas simultâneas.
Na Antiga Grécia, como prova de deferência, era habitual os homens ilustres terem à sua disposição jovens mancebos para momentos eróticos.
Quando os romanos subjugaram os gregos adoptaram os mesmos costumes pois, como sabem, a cultura grega absorveu a incipiente cultura romana. Também é sabido que nas fileiras romanas, os homens tinham relacionamentos entre eles e até os grandes imperadores romanos, entre os quais Octávio César Augusto, o imperador mais celebrado, também tinha um amante. Estes relacionamentos entre homens eram considerados normais.
Na Europa, nos séc. XVI, XVII e XVIII, a nobreza e as pessoas de "estatuto" tinham amantes e, não os/as terem, era considerado duvidoso. Não devemos esquecer que ainda no séc. XIX, os homens importantes tinham amantes "por sua conta", com casa e todas as despesas pagas, porque era sinal de abastança. Claro que as esposas sabiam mas, "castamente", não se importavam (se calhar até era um alívio!).
Alguns povos da Ásia e da América, quando tinham visitas masculinas, como prova de hospitalidade, ofereciam as suas filhas para fazerem companhia ao convidado durante a noite (não sei se o contrário também se verificava).
Se o convidado não aceitava, por desconhecer este costume, o chefe de família ficava ofendido porque a rejeição era uma desonra para a filha e para ele próprio!
Como vemos, ao longo dos tempos, o que para alguns é imoralidade, para outros são comportamentos sociais normais.
Como podemos arrogar-nos o direito de criticarmos, impiedosamente, comportamentos individuais ou colectivos, se num futuro próximo o que agora é tabu pode tornar-se normalidade?
Devemos abrir as nossas mentes porque nada é completamente Mau ou Bom, há é Juízos Bons e Juízos Maus.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2020
Coro de los esclavos hebreos - Verdi (Nabucco)
Quem não se sentir emocionado com esta "ária" da ópera Nabucco, que reflecte a saudade dos escravos hebreus prisioneiros na Babilónia - Jerusalém foi arrasada em 598 a.C. - é porque já está demasiado materialista!
quinta-feira, 9 de janeiro de 2020
Cantinflas E A Moda
Ontem, "numa de saudosismo", decidi procurar filmes do Cantinflas, o actor mexicano que, há mais ou menos cinquenta anos, nos deliciou com o seu humor e crítica cómica, mas certeira.
Pus-me a ver alguns vídeos e deparei com este bailado, à Cantinflas, com a indumentária tão conhecida do público.
Foi nesse momento que uma "luzinha se acendeu" e, de imediato, associei a sua silhueta aos jovens modernos que usam as calças descaídas com "os fundilhos" nos joelhos, as cuecas ao léu e, reparem bem, até a moda posterior dos buracos nos joelhos!
Afinal foi ele que inventou a moda cómica de trajar e que, após 50 anos, influenciou os jovens modernos que nem sequer sabem que ele existiu!
Grande Cantinflas!
domingo, 5 de janeiro de 2020
Origem da Maratona
Fidípides
Todos sabemos que esta prova desportiva de 42 km põe à prova a velocidade e resistência física dos concorrentes, pois 42 km é uma grande distância e um grande esforço para quem quer ganhar!
Mas este esforço e a necessidade premente de correr, velozmente, 42 km foi muitíssimo importante para Fidípides, a personagem histórica grega que, em 490 A.C., deu origem a este desporto.
Porquê essa necessidade premente de correr?
Segundo o historiador grego Heródoto, o Pai da História, na planície de Maratona, a 42 km de Atenas, o exército grego confrontou o invasor exército persa, tendo-o derrotado, contra todas as espectativas, pois a diferença de guerreiros gregos e persas era de 1 para 10.
Com medo que o que restava do exército persa se reorganizasse e atacasse a cidade de Atenas, que ficara sem defesa, o general ateniense Milcíades enviou Fidípides, o mensageiro do exército, dar a boa notícia aos Atenienses, e avisá-los de que deviam fechar as portas da cidade.
Conta o historiador que, devido ao enorme esforço da corrida, Fidípides só teve tempo de anunciar a vitória grega, antes de cair morto.
Para homenagear o esforço deste herói e o seu acto de coragem, os atenienses decretaram oficialmente que, a partir do ano seguinte, se efectuaria a corrida entre Maratona e Atenas, dando-lhe o nome da planície, palco da grande batalha.
Assim nasceu a Maratona!
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