Sou uma sonhadora pois sonho que, comigo, possam ganhar asas e porem a vossa imaginação a voar
domingo, 12 de janeiro de 2020
A Moral Ao Longo Dos Séculos
Ao longo dos séculos, a Moral foi um dos grandes temas debatidos pelos homens.
Mas o que são actos imorais para alguns povos, para outros são actos normais; e as perspectivas morais ou imorais não acontecem só ao longo das várias épocas, mas também entre povos diferentes durante a mesma época.
Vou limitar-me a enumerar algumas atitudes diferentes de civilizações diferentes, em épocas diferentes e em épocas simultâneas.
Na Antiga Grécia, como prova de deferência, era habitual os homens ilustres terem à sua disposição jovens mancebos para momentos eróticos.
Quando os romanos subjugaram os gregos adoptaram os mesmos costumes pois, como sabem, a cultura grega absorveu a incipiente cultura romana. Também é sabido que nas fileiras romanas, os homens tinham relacionamentos entre eles e até os grandes imperadores romanos, entre os quais Octávio César Augusto, o imperador mais celebrado, também tinha um amante. Estes relacionamentos entre homens eram considerados normais.
Na Europa, nos séc. XVI, XVII e XVIII, a nobreza e as pessoas de "estatuto" tinham amantes e, não os/as terem, era considerado duvidoso. Não devemos esquecer que ainda no séc. XIX, os homens importantes tinham amantes "por sua conta", com casa e todas as despesas pagas, porque era sinal de abastança. Claro que as esposas sabiam mas, "castamente", não se importavam (se calhar até era um alívio!).
Alguns povos da Ásia e da América, quando tinham visitas masculinas, como prova de hospitalidade, ofereciam as suas filhas para fazerem companhia ao convidado durante a noite (não sei se o contrário também se verificava).
Se o convidado não aceitava, por desconhecer este costume, o chefe de família ficava ofendido porque a rejeição era uma desonra para a filha e para ele próprio!
Como vemos, ao longo dos tempos, o que para alguns é imoralidade, para outros são comportamentos sociais normais.
Como podemos arrogar-nos o direito de criticarmos, impiedosamente, comportamentos individuais ou colectivos, se num futuro próximo o que agora é tabu pode tornar-se normalidade?
Devemos abrir as nossas mentes porque nada é completamente Mau ou Bom, há é Juízos Bons e Juízos Maus.
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