sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Não Pensar Atrofia O Cérebro

                                                                   Hipocampo:
                              O órgão onde as lembranças e aprendizagens são armazenadas



Á medida que as novas tecnologias se sobrepõem às actividades físicas e intelectuais das pessoas, os seus órgãos começam a atrofiar.
Cada órgão tem a sua função - a função faz o órgão - mas, para a desempenhar, precisa de ser utilizado, caso contrário torna-se preguiço e começa a definhar.
Isto é válido para tudo no corpo humano. É por isso que, quando as pessoas se reformam após uma vida de trabalho, se ficarem inactivas, começam a sentir-se tristes, desmemoriadas, sem interesse por nada e sentem-se inúteis. Pior ainda, ao perderem capacidades cognitivas, envelhecem mais depressa e ficam taralhoucas.
Segundo estudos recentes, as pessoas recorrem cada vez mais às novas tecnologias para não se esforçarem mentalmente no dia-a-dia, porque tudo é fornecido por acessórios ao dispor: o que deve fazer durante o dia, as consultas e compromissos, as compras e os gastos, tudo é feito pelas máquinas.
Não nos lembramos de algo? Não vale a pena "moer o juízo"! Vamos às redes informáticas ...
Resultado?
O cérebro pára de se exercitar, pois é "posto de lado", e perde as suas faculdades. Quando já é tarde é que reparamos que, afinal, não nos conseguimos lembrar de nada!
O Hipocampo, o órgão onde estão armazenadas as lembranças e experiências vividas, atrofia e as pessoas esquecem tudo o que aprenderam e apreenderam, ficando num estado permanente de aprendizagem/esquecimento.
Um estudo recente concluiu que nas pessoas que usam regularmente GPS para se orientarem, a matéria cinzenta do seu cérebro - o Hipocampo - torna-se menor do que nas que não usam esse sistema de orientação.
É a função que faz o órgão; o esforço gera desenvolvimento; o movimento revigora a vida.
Isto é válido tanto para a actividade física como para a actividade cerebral.
Portanto, cuidado com a saúde mental!
A continuarmos assim, qualquer dia, mentalmente, estamos na Idade da Pedra.




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