segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

domingo, 13 de dezembro de 2020

As Heroínas Esquecidas Da II Guerra Mundial

 Quando se fala da II Guerra Mundial, fala-se da acção heróica dos soldados neste período traumatizante, entre 1939 e 1945, mas é raro falar-se do impacto das mulheres de todo o mundo, durante o mesmo período, como se elas tivessem ficado em casa, sossegadas, à espera das más ou boas notícias.
Como sempre, numa sociedade "masculina", para não dizer machista, por mais que as mulheres também lutem ao lado dos homens, nem sequer há referências à sua acção persistente e total.
Poucos falam e admiram a sua luta e o impacto que tiveram no desenrolar da guerra e tiveram que assegurar todos os postos de trabalho dos homens, quando estes foram requisitados para a guerra. 
Além dos postos de trabalho que tiveram de assegurar, substituiram os operários em fábricas de armamento, de maquinaria pesada e de fardamento para os soldados; foram espias e "correios" dos países em guerra; foram animadoras para "lavantarem o moral" dos soldados; estiveram sempre, tanto na rectaguarda como na linha da frente dos campos de batalha, como enfermeiras ou médicas, e também lutaram, como soldados, em várias batalhas.
Nesta homenagem a todas as mulheres que participaram da 2ª. guerra mundial, vou falar de algumas que se destacaram de maneira incontestável:



- "Soldados de Saias" - O Exército Vermelho, da Rússia, tinha um exército regular, único no mundo, que integrava 900.000 mulheres que iam para  a frente de batalha. Mais de 90 dessas guerreiras, pelo seu desempenho, passaram ao grupo Selecto de Heróis da União Soviética.



- Maria Vasilyevna foi a 1ª combatente russa da Grande Guerra a conduzir um tanque.
Quando, em 1943, recebeu a  notícia da morte do marido em batalha contra os nazis, para se vingar, vendeu todos os seus bens, comprou um tanque velho de combate e recuperou-o. O governo soviético aprovou a sua iniciativa e, depois de 5 meses de treino, Maria começou a conduzir e a lutar com o seu T-34, na 26ª Brigada de Tanques. Em batalha demonstrou ser uma arrojada lutadoras, destruindo várias posições alemãs.
No dia 17 de Janeiro de 1944, próximo de Vladivostok, numa acção noturna o seu tanque foi atingido mas ela saiu dele e conseguiu consertá-lo, mesmo debaixo do fogo dos alemães. Numa outra acção inimiga o tanque foi novamente atingido por uma mina e ela ficou ferida.
Após 2 meses em  em coma, faleceu.
Postumamente recebeu o título de Herói da União Soviética.



- Lydia Vladimirovna foi aviadora de "caças" e um "Ás" da Força Aérea.



- Katia Budonova, aviadora conhecida como a Rosa Branca de Estalinegrado devido à sua acção heroica durante uma batalha nessa cidade. É a única mulher do mundo que aos 21 anos tinha 12 vitórias individuais. Detém o record de tiroteios reais de combate.
Desapareceu em combate na batalha de Kursk, mas é considerada Heroína da União Soviética.

Todas estas mulheres heroínas e muitíssimas outras, de todos os países envolvidos, merecem e devem ser lembradas e honradas pelo contributo que deram ao mundo, tal como os heróis masculinos!








sábado, 5 de dezembro de 2020

O Mito Do Vestido De Noiva

                                                                                                                                                                                                               Vestido de noiva da Rainha Vitória                                                                

Hoje, enquanto tomava café no local habitual, ouvi uma conversa muito interessante àcerca dos vestidos de noiva. 
 As pessoas envolvidas na conversa diziam que o vestido de noiva tem que ser branco, pois significa pureza e virgindade, e que sempre assim tinha sido. 
Eu sabia que nem sempre assim fora, mas não sabia quando se tinha perpetuado este costume, pois os vestidos de casamento já foram verdes, vermelhos ou de outra cor qualquer. 
Em Espanha, no séc. XVI, em obediência à Igreja, os vestidos de noiva eram pretos!            
Então quando começaram a ser brancos? Quando começaram a significar "pureza e virtude"?     
Esta herança cultural europeia deve-se, de facto, à Rainha Vitória de Inglaterra.
A rainha casou em 1840 e, para ser diferente de todas as outras noivas, escolheu o branco para o seu vestido de casamento, por ser uma cor invulgar. Mas também decidiu juntar outros adereços invulgares: rendas no vestido, véu e bouquet de flores brancas.
Mas esta decisão do uso de rendas foi também uma decisão política.
Como em Inglaterra, devido à industrialização do país, as rendas passaram a ser feitas por máquinas e os artesãos estavam a ficar sem emprego, para os ajudar, a rainha colocou um "exército de artesãos" a trabalharem nas rendas do seu vestido, durante meses. 
A rainha Vitória teve uma grande influência na sociedade europeia do séc. XIX, daí que toda a sociedade a imitasse e o vestido de noiva passasse a ser branco. 
Portanto, esta herança cultural do passado próximo não tem nada a ver com pureza.
Mas, até hoje, ainda não foi rompida ...


                                                          Casamento da Rainha Vitória