sábado, 27 de outubro de 2018

Os Algarismosl


Os algarismos foram inventados na Índia entre 1000 e 800 anos A.C. segundo os textos sagrados da Índia, os "Vedas".
De acordo com restos arqueológicos de uma civilização mais antiga do vale do Indo, estes símbolos e esta maneira de fazer cálculos já era utilizada.
No início só existiam 9 símbolos numéricos - hoje chamados numerais - mas mais tarde, os hindus acrescentaram o símbolo  "0" que, de uma maneira mais simples, possibilitava cálculos mais rápidos e mais seguros.
Cerca do ano 300 D.C. os hindus já faziam raízes quadradas e cúbicas, elevavam equações ao quadrado, ao cúbico etc, e faziam muitas outras operações.
Apesar de terem inventado este sistema, foram os árabes que o deram a conhecer ao mundo, maravilhados com a sua simplicidade e aplicação prática. Foi este o sistema usado nos países árabes a partir do séc. VI.
Na Europa, um monge francês -  eleito Papa no ano 999, como Silvestre II - tentou implantar o sistema numérico hindu, mas não conseguiu devido à grande resistência que enfrentou, pois a religião cristã obscurantista, que dominava a Europa, opunha-se a qualquer inovação ou descoberta.
Em 1202  Leonardo de Pisa conseguiu, finalmente, que a numeração romana fosse substituída pela, então, denominada numeração hindu-arábica a qual rapidamente se generalizou.
Ainda se lembram da Numeração Romana?
Não era uma numeração complicada e que, a dada altura, nos obrigava a escrever símbolos a perder de vista?
Uma confusão!






quarta-feira, 24 de outubro de 2018

O Lago Da Transilvânia



 Na Transilvânia, uma região montanhosa da Roménia, existe um lago enorme, diferente dos outros lagos, pois apresenta cores lindas: verde, laranja, branco e cinza.
Há ainda outra característica, esta bastante bizarra: no meio do lago vê-se o pináculo de uma torre de igreja.
Mas o mais intrigante é que este lago, que ao longe parece normal, de facto não o é, porque não é água o que ele contém, mas lodo, e as cores lindas são devidas aos resíduos tóxicos. São esses resíduos que, conforme o metal donde saíram, lhes dá a coloração tão bela quanto mortífera.
Mas, perguntarão, o que aconteceu?
A alguns quilómetros do lago existia uma mina de cobre que pertencia ao governo.




 Para a extracção do cobre são necessários produtos corrosivos que originam dejectos tóxicos. Estes eram armazenados em tanques especiais, mas como a extracção era acelerada, devido ao excesso de resíduos, o último Presidente Socialista da Roménia  - ditador comunista - decidiu vazar esses resíduos no lago que, não só o envenenaram, como arrasaram a aldeia à qual a igreja pertencia, além de outras.
Este ditador, esqueceu-se que "comunismo" significa partilhar com todos os cidadãos as riquezas do seu país, preferindo saquear os recursos naturais do solo e embolsando milhões de dólares, enquanto o país estava na miséria e na bancarrota.
Em 1989 foi deposto pela Revolução Romena, julgado por sabotagem e genocídio, e fusilado.

sábado, 20 de outubro de 2018

Lagos das mil ilhas


Existem maravilhas em todo o mundo e quando temos possibilidade de as ver, mesmo que seja em fotos, ficamos encantados com a beleza que a natureza proporciona.
Por isso decidi mostrar algumas fotos sobre dois grandes lagos - Os Lagos das Mil Ilhas - cada um deles com mais de mil ilhas.
Um desses lagos, natural, situa-se no rio S. Lourenço que é partilhado pelos Estados Unidos e o Canadá, pois é um rio de fronteira.
Embora tenha cerca de 1.800 ilhas e ilhotas, só contam como ilhas as que têm 900 cm2 de perímetro, estejam acima do nível das águas durante todo o ano e tenham, pelo menos, uma árvore.
Não faltam casas, casarões, mansões e palácios.
Como podem ver, são um encanto, por isso lhes chamam também as Ilhas do Paraíso mas, antes da chegada dos europeus, os nativos guerreiros autóctones chamavam-lhe o Jardim do Grande Espírito.








O outro lago, também chamado das Mil Ilhas, é um lago artificial, situado na China, no Rio Xin. Este lago, com 1078 ilhas grandes e milhares de ilhotas, é o resultado da construção da 1ª. hidroeléctica colossal, em 1959, cujo ojectivo era fornecer electricidade a uma vasta área habitacional e também às várias empresas industriais que pululam no país e que começavam a crescer a um ritmo impressionante.
Os 150 km deste lago submergiram 2 cidades da época imperial. A maior - Shi-Cheng - continua intacta a 40 metros de profundidade. A água practicamente não a danificou.
Agora é local de visita para quem faz mergulho.





































quarta-feira, 17 de outubro de 2018

A Vingança Dos Coelhos



Um dos vários satélites que orbitam o nosso planeta, tanto por questões de segurança, de espionagem, para controlo de tráfego, para fins meteorológicos e também fins  científicos, captou  uma ilhota junto à costa Oeste da Grécia, desconhecida até então.
Não despertaria a atenção se esta não apresentasse um rede complexa de estruturas desconhecidas.
Logo os arqueólogos se puseram em campo para desvendar o mistério destas estruturas, aventando várias hipóteses:


- Seria um labirinto, pois a cultura grega, como é sabido, sempre falou de labirintos, e não só o labirinto de Creta, como outros?
- Seria uma espécie de lazareto, construído na Idade Média, para alojar os leprosos, bastante frequentes naquela época, para evitar o contágio do resto dos cidadãos.
- Teria sido habitada e a população mudou-se ou morreu?

Ora, nada melhor do que verificar in loco estas estruturas enigmáticas.
Lá chegados, verificaram que a divisão terreno não era uniforme e cada espaço era separado com pedras sobrepostas, sem argamassa que as prendessem. Portanto qualquer das hipóteses não tinha sentido.
Já na pequena península próxima, começaram a averiguar o segredo da ilha.
Por acaso, conseguiram encontrar um cidadão que explicou que segredo ali se escondia.
Até 1950 a ilha pertencia a vários donos e era cultivada com videiras. As mulheres tratavam da vinha e os homens dedicavam-se à pesca. Tudo corria bem até que um dos donos teve uma ideia brilhante: levar coelhos bravos para a ilha para que estes procriassem e os pudessem caçar.


O pior é que os coelhos, que  como sabem, são muito prolíferos, depressa se tornaram numa praga e  comeram e estragaram as vinhas.
Os coelhos, se calhar, conheciam o ditado - quem tudo quer tudo perde - e …  Vingaram-se!



segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Sonha Comigo: ZARZUELA.

Sonha Comigo: ZARZUELA.:  A Zarzuela é uma espectáculo que junta a representação cénica e a dança à parte instrumental e ao canto lírico, a solo ou em duo. Esta for...

Desprezo Pela Humanidade







Há alguns dias recebi um notificação com o seguinte comentário:
 "Procura-se água no planeta Marte, mas não se fornece água aos milhões de pessoas que dela precisam  em África"

Foi ao ler este comentário que - como se acordasse - tomei plena consciência desta realidade pungente.
De facto, segundo a NASA, já  há algum tempo foi lançada uma sonda para Marte, para reconhecimento do seu subsolo, no intuito de se encontrar água.
Digo "como se acordasse" porque, quando ouço falar de experiências científicas no nosso sistema solar, ou descobertas e teorias sobre o universo, fico empolgada, pois é o conhecimento das conexões  entre esse universo e nós, seres terrestres, que nos permite compreender o todo cósmico.
E fico tão empolgada que nunca pensei no custo de tudo isso, a nível monetário, em detrimento do que é mais urgente e mais básico no planeta que habitamos.
Gastam-se  biliões e biliões de dólares, ou outra moeda qualquer, com pesquisas e experiências que visam um futuro hipotético, mas ignoramos aquilo que "hoje" é real e urgente.
 Ignoramos os milhões de pessoas que, com gastos muito menores, não morreriam devido, especialmente, à falta de água, ou melhor, devido à falta de redes de distribuição da água existente nesse continente.
Afinal, apesar dos discursos acalorados de responsáveis políticos e civis e das "boas intenções" de muitos, continuamos a desprezar a realidade imperdoável em que vivem milhões dos nossos semelhantes!

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

O Sal



Nos nossos dias, o Sal deixou de ser um bem precioso para se tornar num condimento perigoso e responsável por várias doenças.
É tanta a perseguição a este condimento e o exagero é tanto, que se passou para o extremo oposto: qualquer alimento que se compre já cozinhado, não tem sal absolutamente nenhum e, claro, sem nenhum sabor  é quase intragável. Quase o mesmo acontece nos restaurantes.
Como sempre, passa-se do oito para - não o oitenta - o oitocentos!
Mas deixemos as críticas e falemos deste bem "precioso" até aparecerem os frigoríficos.
Até meados do séc. XX, o Sal era um produto imprescindível, tanto como condimento como para a conservação de alimentos, a longo e a médio prazo.
A sua importância era tanta que os povos de todos os continentes, desde a Antiguidade Clássica até à Era Moderna, travaram guerras incessantes para conseguirem o domínio deste produto e da riqueza que ele representava. Até nas Américas do Norte, Central e do Sul os europeus fizeram guerras e massacraram os povos primitivos, por causa do sal.
Era de tal modo caro e precioso que quem o podia comprar o ostentava como símbolo de riqueza.
Mas, quem descobriu este produto "indispensável" que valia mais do que o ouro?
Os primeiros povos a usar o sal - a única rocha mineral comestível - como condimento, foram os povos da China Central, cerca do 2.000 a.c.. Este "Bem" começou a generalizar-se e a procura era tanta, que os chineses começaram a comercializá-lo em grandes quantidades para todo o Ocidente, através das chamadas Rotas do Sal. Ainda hoje a China é um dos países com maior capacidade mundial de produção de sal.
A partir do séc. XVI, os povos começaram a usá-lo como conservante de pescado de espécies sazonais - como o bacalhau e outros peixes - o que, mais uma vez, deu origem a guerras e a alianças para a hegemonia deste novo comércio.
Portugal foi um importante exportador de bacalhau salgado - a salga era feita especialmente em Setúbal - mas, além de fornecedor, tornou-se também num grande consumidor do "nosso fiel amigo" e no inventor de diversos pratos gostosos que ainda hoje continuam a deliciar-nos.



quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Minas De Sal De Cracóvia








As Minas de Sal de Cracóvia, na Polónia, são as minas de sal mais antigas do mundo. A sua exploração começou no séc. XIII e só terminou em 2007. Têm uma profundidade de 327 Mt e 300 Km de comprimento.
Nelas existem galerias enormes, câmaras variadas com esculturas e painéis sobre a história da Polónia, de personalidades importantes que as visitaram e, como não podia deixar de ser, dos mineiros e trabalhos de mineração, tudo esculpido na pedra de sal das minas. Em 1978 foram consideradas Património da Humanidade, pela UNESCO.
Já não estão activas mas fazem-se lá concertos, teatro, exposições e casamentos, pois há também uma grande igreja. Também há restaurantes e lojas.
São uma autêntica metrópole subterrânea.

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Que Charme!




Imaginem uma Caniche como esta, mas toda tosquiada e com a "cabeleira" Cor de Rosa Choque

Ontem tive que tratar de uns assuntos perto da Alameda D. Afonso Henriques e depois de ter tratado de tudo, como há muito tempo não ia para aqueles lados, resolvi desfrutar da vista e da sombra das árvores que ficam no miradouro por cima da Fonte Luminosa. Sentei-me a uma mesa das várias que lá estão e fiquei a admirar a paisagem e a simetria do espaço, até ao outro extremo, onde fica o Instituto Superior Técnico.
Foi então que apareceu um jovem com o seu "Caniche" tosquiado, como convém no verão. Apesar de todo tosquiado, via-se que o cão era branco, mas a cabeça estava exuberante: pêlos compridos e encaracolados - próprios da raça - mas ... Cor de Rosa Choque!
Nem mais!
O dono ia vaidoso, porque toda a gente olhava, e a Caniche - com a cabeça cor de rosa, com certeza era uma cadela - esbelta, passo elástico, porte aristocrático, ia feliz por andar na rua na companhia do dono.
Achei piada, pois nunca tinha visto um canídeo com a cabeleira pintada.
Então lembrei-me de imediato dos toucados, alto e cheios de penas e lantejoulas, usados pelas bailarinas de Can-Can, do conhecido cabaret Moulin Rouge em Paris, pois a cadelinha parecia ter um desses toucado na cabeça.
Quem sabe se algum caçador de celebridades e artistas com talento vêem esta cadela na rua e a contratam para modelo, ou para uma série televisiva?
Não me admiro nada se ainda ouvirmos falar da Caniche portuguesa, mundialmente famosa!