Sou uma sonhadora pois sonho que, comigo, possam ganhar asas e porem a vossa imaginação a voar
sexta-feira, 12 de outubro de 2018
O Sal
Nos nossos dias, o Sal deixou de ser um bem precioso para se tornar num condimento perigoso e responsável por várias doenças.
É tanta a perseguição a este condimento e o exagero é tanto, que se passou para o extremo oposto: qualquer alimento que se compre já cozinhado, não tem sal absolutamente nenhum e, claro, sem nenhum sabor é quase intragável. Quase o mesmo acontece nos restaurantes.
Como sempre, passa-se do oito para - não o oitenta - o oitocentos!
Mas deixemos as críticas e falemos deste bem "precioso" até aparecerem os frigoríficos.
Até meados do séc. XX, o Sal era um produto imprescindível, tanto como condimento como para a conservação de alimentos, a longo e a médio prazo.
A sua importância era tanta que os povos de todos os continentes, desde a Antiguidade Clássica até à Era Moderna, travaram guerras incessantes para conseguirem o domínio deste produto e da riqueza que ele representava. Até nas Américas do Norte, Central e do Sul os europeus fizeram guerras e massacraram os povos primitivos, por causa do sal.
Era de tal modo caro e precioso que quem o podia comprar o ostentava como símbolo de riqueza.
Mas, quem descobriu este produto "indispensável" que valia mais do que o ouro?
Os primeiros povos a usar o sal - a única rocha mineral comestível - como condimento, foram os povos da China Central, cerca do 2.000 a.c.. Este "Bem" começou a generalizar-se e a procura era tanta, que os chineses começaram a comercializá-lo em grandes quantidades para todo o Ocidente, através das chamadas Rotas do Sal. Ainda hoje a China é um dos países com maior capacidade mundial de produção de sal.
A partir do séc. XVI, os povos começaram a usá-lo como conservante de pescado de espécies sazonais - como o bacalhau e outros peixes - o que, mais uma vez, deu origem a guerras e a alianças para a hegemonia deste novo comércio.
Portugal foi um importante exportador de bacalhau salgado - a salga era feita especialmente em Setúbal - mas, além de fornecedor, tornou-se também num grande consumidor do "nosso fiel amigo" e no inventor de diversos pratos gostosos que ainda hoje continuam a deliciar-nos.
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