terça-feira, 25 de junho de 2019

Os Lusíadas Na Pintura

Não há ninguém que não saiba que Os Lusíadas, de Camões, é a grande Epopeia renascentista portuguesa, inspirada nas epopeias clássicas, como a Odisseia, de  Homero.
No entanto, talvez não haja muitos portugueses que, tal como eu, até há pouco tempo, saibam da existência da epopeia "Os Lusíadas"  mas "contada" em pintura: 10 Quadros, um para cada Canto.
O pintor?
O  mundialmente reconhecido pintor português JOSÉ DE GUIMARÃES.
Não consegui encontrar todas as reproduções de cada um dos temas dos 10 Cantos, mas ficam as que mais respeitam à vida do poeta.


                       

                                     
            O grande amor do poeta                                                               Como soldado teve que
         pela pátria e pela sua História                                                           combater em  África        



                                                                           










Em Ceuta perdeu um olho em combate                        





                                       

                  Há quem afirme que amava a princesa D. Maria, irmã do rei D. João III



                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             





                                                                                                          No naufrágio junto à costa                                                                                                                   do Cambodja salvou                              A ilha dos Amores                                                                      Os  Lusíadas          
           
                                                                                                                                                                         








                                               

            Camões apresentou os Lusíadas ao Rei D. Sebastião. Este não deu importância
                                               nem ao Livro nem ao Poeta  
                                                           






                     
                                               


sexta-feira, 21 de junho de 2019

Pesticidas



                                                                                                                                                                                                                             
Estas imagens foram retiradas de uma reportagem efectuada pela Televisão Italiana, sobre o impacto de um pesticida herbicida - Glifosato - na saúde do povo da Argentina.
A Argentina é um fornecedor mundial de milho, soja e outros cereais. Para erradicar as ervas das culturas destes e de outros cereais, usam o Glifosato.
O problema é que este pesticida está a provocar problemas graves de saúde, em toda a população,  como: cancro, diabetes, autismo, obesidade, doenças cardíacas, depressão, etc.
Em Portugal este pesticida também é dos mais vendidos, como em muitos outros países.
O Departamento de Biotecnologia da  Universidade Católica do Porto revela que há análises que mostram, sem sombra de dúvida, que o Glifosato é um pesticida prejudicial para a saúde, que já se espalhou no solo, na água, na chuva e nos alimentos, e tem provocado um descontrole total em várias situações.
É um veneno que mata tudo.
Na Europa há muito que foi proibido, mas Portugal continua sem decretar a sua proibição, talvez devido à pressão dos grandes agricultores, diz a fonte da referida Universidade.





quarta-feira, 19 de junho de 2019

Passagem de modelos SUIS GENERIS

  1.    Original
  2.    Modelos exclusivos
  3.     De arrasar
  4.     Só para gente elegante
  5.      Não percam ….   

domingo, 16 de junho de 2019

Por Que Continuamos Apáticos?






                                                                   
 É uma verdade inegável que nós, o povo português, há séculos que não participamos na governação do nosso país e continuamos a não o fazer.
Até agora, algumas contestações têm sido feitas junto do Parlamento, mas têm sido em relação a atitudes cívicas que, embora pertinentes, são Menores: os cães já podem entrar em restaurantes; multas para quem deita as betas dos cigarros para o chão; proibição de matar os touros, no recinto?, após as garraiadas etc.
Mas acção necessária, participação? NÃO.
Desde 1997 que alguns sociólogos e historiadores portugueses chamam a atenção para o que se passa em Portugal e comentam que, apesar de toda a retórica revolucionária de igualitarismo após o 25 de Abril, Portugal continua a ser o país da Europa onde a distância entre ricos e pobres é maior. A Revolução dos Cravos não fechou o fosso entre governantes e governados, que existe há 8 séculos.
Os portugueses, acrescentam, sofrem de falhas que vêm de séculos de regimes totalitários, e que resulta em falta de iniciativa, de participação na vida colectiva e de uma longa tradição de passividade cívica.
Afirmam ainda que o Estado continua desatento a esta realidade e que os políticos ainda não perceberam que são os membros da sociedade em que o povo menos confia. Veja-se o resultado das várias Eleições!
O Estado faz parte do Problema português e NÃO da Solução, pois os partidos políticos e os seus membros centram-se cada vez mais na gestão dos seus próprios interesses e NÃO na melhoria das condições de vida das pessoas, tornando o exercício governativo numa Autocracia.
O resultado desta relação deficiente Estado/Povo provoca um clima de "compradio" generalizado, em que cada português tenta sobreviver e "subir" na empresa onde trabalha e na sociedade, não por mérito próprio, mas por "conhecimentos e pedidos" a amigos e a conhecidos dos amigos.
Um repórter alemão Hans Enzensberger, em 1987, escreveu:
 "Os portugueses agarram-se à sua generosidade indolente e a virtudes utópicas que poderão ser um castigo pois, num mundo de progresso, isto é considerado pecado mortal".
E continua: "De que vivem estas pessoas? Ninguém grita, ninguém desata aos tiros, ninguém morre de fome. Perece um milagre, mas é um milagre Negativo".
Passados 30 anos sobre este artigo e de outros mais recentes, continuamos na mesma, se não …. PIOR!





sábado, 8 de junho de 2019

O Dia De Camões





Além de termos um dia feriado devido a Camões, que mais sabemos sobre o Dia da Comemoração do nosso Grande Poeta Clássico e de Quem se lembrou de retirar CAMÕES do Esquecimento de CINCO séculos?
Deve-se esse feito ao  Município de Lisboa, em 1910.
Após o Golpe de Estado de 5 de Outubro de 1910, a Assembleia decretou que todos os Municípios do País tinham a possibilidade de escolher os seus feriados municipais pois, durante a monarquia, os feriados eram todos definidos pela Igreja Católica.
O novo governo decidiu eliminar alguns feriados religiosos, no intuito de consolidar a laicização da sociedade e dar relevo aos actos mais importantes da nosso história.
Lisboa escolheu o dia 10 de Junho como feriado municipal - O Dia de Camões - em homenagem ao grande poeta Camões que morreu no dia 10 de Junho de 1580, e que louvou os feitos dos portugueses, tanto da época dos Descobrimentos - feitos em que também ele participou - como os feitos mais relevantes de Portugal, desde a sua formação.
Em 1933, o Estado Novo decretou que o 10 de Junho, dia de Camões, passava a Feriado Nacional.
Em 1944, na inauguração do Estádio do Jamor, em Lisboa, Salazar, no seu discurso, chamou-lhe Dia de Camões, de Portugal e da Raça, para exaltar as características nacionais e celebrar os territórios coloniais, e o sentimento de pertença desses territórios a uma grande nação espalhada pelo mundo e com uma língua comum.
Após o 25 de Abril, o dia 10 de Junho passou a denominar-se Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
Espero que o Dia de Camões, escolhido para redimir um Grande Poeta que, apesar de ter escrito a Epopeia dos Portugueses, NÃO foi reconhecido pelo Rei e pelo Reino - morreu doente, na miséria, foi sustentado pelo seu criado negro que pedia na rua para poderem comer e foi Completamente Esquecido - Não Deixe de Ser Referido no Dia a que teve Direito pelo seu Mérito, em benefício de outras denominações mais conveniente para os governos futuros.


terça-feira, 4 de junho de 2019

Salpicos De Felicidade

               

A beleza existe e a felicidade também, mas em pequenas doses, para que se lhes dê o devido valor.


              

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Instintos à Solta

"Loucura ao volante" é a denominação dada à maneira como os portugueses se comportam nas estradas.
Normalmente isto é uma evidência diária, mas com o calor tudo piora.
Os condutores, como doidos, ultrapassam tudo e todos, insultam aos berros os que, ou não conduzem à doida, ou não se desviam no momento em cada um, em fúria obscena, quer fazer das estradas pistas de corridas.
Quando há um acidente, ninguém é culpado pois são todos grandes condutores.
Basta ver as velocidades furiosas nas autoestradas ou nas estradas municipais. Como alguém descreveu, este comportamento é como "uma guerra civil não declarada".
Eu acrescento que é o único sítio onde o cidadão português liberta a sua frustração e raiva acumuladas, como vingança pelo medo que tem de tomar posições no dia-a-dia, como cidadão com direitos e responsabilidades.
Esta maneira inconsciente de proceder faz-me lembrar uma velha cantilena que os jovens gostavam de dizer e que é o retrato do condutor português:
"Sr. condutor, ponha o pé no acelerador,
Se batermos não faz mal
Vamos todos pró hospital."