Quando se fala da II Guerra Mundial, fala-se da acção heróica dos soldados neste período traumatizante, entre 1939 e 1945, mas é raro falar-se do impacto das mulheres de todo o mundo, durante o mesmo período, como se elas tivessem ficado em casa, sossegadas, à espera das más ou boas notícias.
Como sempre, numa sociedade "masculina", para não dizer machista, por mais que as mulheres também lutem ao lado dos homens, nem sequer há referências à sua acção persistente e total.
Poucos falam e admiram a sua luta e o impacto que tiveram no desenrolar da guerra e tiveram que assegurar todos os postos de trabalho dos homens, quando estes foram requisitados para a guerra.
Além dos postos de trabalho que tiveram de assegurar, substituiram os operários em fábricas de armamento, de maquinaria pesada e de fardamento para os soldados; foram espias e "correios" dos países em guerra; foram animadoras para "lavantarem o moral" dos soldados; estiveram sempre, tanto na rectaguarda como na linha da frente dos campos de batalha, como enfermeiras ou médicas, e também lutaram, como soldados, em várias batalhas.
Nesta homenagem a todas as mulheres que participaram da 2ª. guerra mundial, vou falar de algumas que se destacaram de maneira incontestável:
- "Soldados de Saias" - O Exército Vermelho, da Rússia, tinha um exército regular, único no mundo, que integrava 900.000 mulheres que iam para a frente de batalha. Mais de 90 dessas guerreiras, pelo seu desempenho, passaram ao grupo Selecto de Heróis da União Soviética.
- Maria Vasilyevna foi a 1ª combatente russa da Grande Guerra a conduzir um tanque.
Quando, em 1943, recebeu a notícia da morte do marido em batalha contra os nazis, para se vingar, vendeu todos os seus bens, comprou um tanque velho de combate e recuperou-o. O governo soviético aprovou a sua iniciativa e, depois de 5 meses de treino, Maria começou a conduzir e a lutar com o seu T-34, na 26ª Brigada de Tanques. Em batalha demonstrou ser uma arrojada lutadoras, destruindo várias posições alemãs.
No dia 17 de Janeiro de 1944, próximo de Vladivostok, numa acção noturna o seu tanque foi atingido mas ela saiu dele e conseguiu consertá-lo, mesmo debaixo do fogo dos alemães. Numa outra acção inimiga o tanque foi novamente atingido por uma mina e ela ficou ferida.
Após 2 meses em em coma, faleceu.
Postumamente recebeu o título de Herói da União Soviética.
- Lydia Vladimirovna foi aviadora de "caças" e um "Ás" da Força Aérea.
- Katia Budonova, aviadora conhecida como a Rosa Branca de Estalinegrado devido à sua acção heroica durante uma batalha nessa cidade. É a única mulher do mundo que aos 21 anos tinha 12 vitórias individuais. Detém o record de tiroteios reais de combate.
Desapareceu em combate na batalha de Kursk, mas é considerada Heroína da União Soviética.
Todas estas mulheres heroínas e muitíssimas outras, de todos os países envolvidos, merecem e devem ser lembradas e honradas pelo contributo que deram ao mundo, tal como os heróis masculinos!




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