segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Ontem E Hoje (Sermão de Stº. António Aos Peixes)






Hoje, se houver entre os meus amigos leitores, algum ou alguns que têm como missão aconselhar, ensinar, educar, digam-me:
Nunca se sentiram como Stº António quando  "pregou aos peixes", através do grande pregador do séc.XVII, Padre António Vieira?
Eu, senti-me e continuo a sentir-me como ele, ou seja, a "pregar aos peixes", mas o pior de tudo é que, na nossa sociedade, estes "peixes" não só não ouvem, como não querem ouvir e nem sequer levantam as cabeças para ver quem fala, enquanto que o santo conseguiu a atenção dos peixes e conseguiu que eles o ouvissem.
O que afirmo aplica-se a todas as  idades e camadas sociais.
Só há um "sermão" que é ouvido: o da tecnologia que é cada vez mais sofisticado, mais desejado, mais utilizado, até à absorção quase total da disponibilidade diária que deveria ser dedicada a outros deveres laborais e familiares e que ficam completamente descurados.
Aqui os peixes não precisam de sermão, porque mesmo sem olharem continuam a ser pescados nas malhas alucinantes da modernidade.
Afinal, o célebre verso "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades" ficou desactualizado, porque o mundo muda ... mas as vontades continuam iguais - inertes!




   

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