quinta-feira, 14 de maio de 2015

A Volta Ao Mundo Em 80 Horas



Já ouviram falar do livro ou do filme A VOLTA AO MUNDO EM 80
DIAS?  São muito conhecidos, e eu falei nessa viagem à volta do mundo, porque foi um feito histórico para a época. No entanto, eu consegui fazer uma viagem mais completa à volta do mundo e só em 80 horas.
Parece mentira mas é verdade, não estou a exagerar.
Qualquer pessoa pode fazer esta façanha, é só querer.
Eu adoro viajar. É uma paixão, mas como tempo é dinheiro e eu tenho pouco de um e de outro, optei por um sistema mais económico e mais rápido.
Assim sendo, ao longo das semanas e de acordo com o calendário das emissões televisivas, fui gravando os vários episódios sobre viagens: fauna, arte, a cultura dos vários povos etc.
Viajei no pólo norte com os esquimós e vi apanhar narvais, vi uma aurora boreal e estive num igloo. Estive na América Central e na América do Sul, onde visitei as fabulosas e ainda enigmáticas construções maias e incas, com direito a explicações históricas e científicas. Estive nas ilhas das Caraíbas, percorri o Peru, subi à cordilheira dos Andes para observar as aves de rapina, percorri a Patagónia e fiquei fascinada com a observação das espécies marinhas na época da reprodução e das lutas de morte dos machos pela preservação do seu estatuto e linhagem.
Apesar de não gostar de frio, fui mesmo ao pólo sul, com um grupo de cientistas, observar o efeito do degelo nos glaciares antárcticos.
Como devem imaginar, ainda arranjei tempo para visitar as belezas da Amazónia, antes de passar para o continente africano. Não fiz nenhum safari porque tenho medo de animais de grande porte, mas sobrevoei os lagos salgados onde vivem os flamingos e fiquei deslumbrada com a sua formação em voo.


Foi cansativo, mas não podia deixar de ver as costas do Mediterrâneo, tanto da Europa como da África, e rever o que aprendi nas aulas de história. Mas esta visita foi rápida e saltei de imediato para a Índia, para visitar os seus templos magníficos e assistir à reunião anual e  ritual de lavagem espiritual no rio Ganges.

Quase sem fôlego, parti para as ilhas do Pacífico, onde percorri florestas densíssimas para observar as danças de acasalamento das aves raras do paraíso e de outras que não têm este nome, mas também são raras e belas.
Como calculam foi um estafanso, mas consegui o meu objectivo. Fiz tudo isto em 80 horas. Só não sei quanto tempo tenho que descansar desta viagem tão atribulada.
Confesso, no entanto, que esta viagem sentada, apesar de variada e instrutiva, não chega "aos calcanhares" das viagens menos rápidas aos próprios locais, onde sentimos o calor humano, o contacto ombro a ombro, a correria de um lado para o outro, comendo uma sandes ou provando uma especialidade local, mesmo que não se aprecie.
Estar mesmo lá é outra coisa!
















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