Há dias, num dos meus passeios pela cidade, andando despreocupada a olhar para tudo e para nada, sem querer, a minha atenção foi despertada por uma jovem, na casa dos vinte anos, que ia à minha frente com mais duas amigas.
Não foi o facto de irem as três a passear o que me fez reparar nas jovens, mas o gesto que uma delas fazia com bastante frequência o que me chamou a atenção.
A rapariga trazia vestido uns calções daqueles que agora se usam, muito curtos, mas estes tinham a particularidade de serem ainda mais curtos, ultrapassando o limite da perna e deixando já à mostra parte daquilo que se segue à perna.
Ora o problema era a tentativa de tapar o que não podia ser tapado por falta de tecido.
Mas o mais curioso de tudo isto é que, se não fosse o gesto tão repetitivo da jovem, eu nem tinha reparado nos calções, pois já estou habituada às modas sucessivas, o que me leva a pensar que, posssìvelmente, aqueles gestos não pretendiam tapar fosse o que fosse, mas, pelo contrário, fazer despertar a atenção para a última criação da moda e de quem a estava a usar.
Esta situação fez-me divagar sobre as modas e convenções ao longo dos tempos, e "levou-me" a outras épocas em que era impensável as jovens e as mulheres em geral mostrarem nem que fosse o tornozelo.
E, claro, lembrei-me também da época romântica em que, também por exagero, era moda os jovens (alguns) ficarem a "morrer de amores" quando conseguiam vislumbrar um tornozelo ou até um "pé delicado".O género humano é assim, gosta muito do que é moderno mas também gosta muito de exagerar!

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