sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Dilema!


Exército chinês enterrado junto ao túmulo do Imperador,                                                         incluindo os cavalos.
   






 



         Túmulo de um Faraó Egípcio






Há já mais de um mês, um amigo do facebook mandou-me a foto de um museu inaugurado em Lisboa, há menos de um ano, e fazia este comentário:
 - "Este museu custou centenas de milhões de euros. Gastou-se tanto dinheiro em mais um museu, quando esses milhões iriam ajudar tantos portugueses que vivem com tanta dificuldade; quando esses milhões serviriam para construir casas para tantas famílias que delas necessitam; quando esses milhões serviriam para melhorar a vida de tantos idosos que não têm recursos suficientes para sobreviverem dignamente; quando esses milhões serviriam para .... tanta coisa que é necessária!"
Sempre que penso neste comentário não posso deixar de me solidarizar com a sua justeza, mas o meu "ser  social" sussurra-me que todos os povos sempre tentaram deixar a sua marca histórica, primeiro através da construção de património pessoal e, mais tarde, numa sociedade mais elaborada, com a construção de património cultural.
Isto aconteceu e acontece em todos os povos e em todo o planeta.
Basta pensarmos nas construções gigantescas espalhadas por todos os continentes, as recentes, as antigas e as que, ultimamente e com frequência, vão sendo retiradas do fundo dos mares, onde estiveram submersas durante milhares de anos...
Ora, é aqui que começa o grande dilema:
- A construção destas "mostras" de grandeza das diversas civilizações, que provocaram tanta miséria, tanto sofrimento e tantas mortes, valeram a pena?
- Vale a pena destruir vidas naquilo que acaba por desmoronar-.se ou afundar-se com o passar dos anos?
- A megalomania de centenas, que querem ficar lembrados na História - por alguns anos - vale a vida de milhares de pessoas que só querem viver em paz?
Como seres civilizados achamos que temos necessidade de disfrutarmos dos bens que a civilização nos foi dando ao longo dos milénios mas, bem no fundo do nosso espírito, não seremos assaltados pela dúvida desta realidade milenar?
Valeu e vale a pena?


  Ruínas Romanas                                                                                       Ruínas Maias
                                                                                                                                                                                                                        
                                                                                                                       




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