O Homem é um animal convencido que é "dono" da sabedoria e da verdade e que até conhece a vontade e desejos de Deus.
Por que é que o Homem é tão arrogante?
Como é que cada homem, de cada credo religioso, pode saber qual a vontade do seu criador, seja ele qual for, se ele nunca se manifestou directamente?
E é devido a essa arrogância que, ao longo dos séculos, o Homem tem matado, massacrado, violado e pilhado, tudo em nome de Deus!
Deus tem sido a desculpa para a cobiça, a inveja e todo o tipo de maldade da mente distorcida de quantos, em Seu nome, têm feito todas as atrocidades pensáveis e impensáveis, especialmente no decorrer dos últimos 20 séculos.
Em particular as duas religiões divergentes do cristianismo primitivo - a católica e a muçulmana - têm matado milhões de pessoas em nome da Fé.
Mas aqueles que se debruçam sobre os acontecimentos dos últimos 2.000 anos, sabem bem que nada tem a ver com a fé, mas com poder, com ganância, com intolerância...
Nos primeiros 400 anos da era cristã as duas facções religiosas começaram uma guerra renhida pela preponderância do seu ideal religioso, com perseguições de ambos os lado, e nunca mais parou. O que tem sido disfarçado de "verdadeira fé" não é senão cobiça e desejo de controle e poder sobre os outros credos religiosos e sobre todos os povos.
Em nome de Deus, os árabes e os povos da Europa combaterem até ao séc. XV, até se definirem as fronteiras dos actuais países europeus. Afinal não era a fé que importava mas o domínio das terras!
Entre 1095 e 1320, os cristãos, directa ou indirectamente, incitados pelos Papas, em nome da Fé em Cristo, dirigiram-se em guerra a Jerusalém - as 10 Guerras Santas - para a libertarem dos Turcos. Segundo as descrições da época, estas hostes militares e também populares arrasavam tudo por onde passavam e as matanças horrendas de homens, mulheres e crianças foram aos milhares. O mais incrível de tudo é que os Papas inventaram uma "bula" que, também em nome de Deus, "assegurava" a estes exércitos de cruzados - porque tinham no peito uma cruz vermelha em pano - a entrada imediata no céu, quer morressem em combate quer sobrevivessem, independentemente dos seus actos.
Que arrogância!
Mas o papado não se ficou por aqui.
Tinha que extirpar toda e qualquer resistência à sua autoridade. Os credos católicos que não concordavam totalmente com a autoridade da igreja católica acabavam por ser massacrados.
Foi o que aconteceu com os Cátaros, entre os séc. XII e XIV.
O papa Inocêncio III iniciou a cruzada sangrenta e cruel contra os Albigences, ou Cátaros, que matou milhares de pessoas. No cerco do último reduto dos cátaros, que durou 10 meses, estes acabarem por se render. Quando saíram das muralhas, tanto os cátaros como os cristãos que lá viviam foram empalados e queimados vivos.
Também em prol da verdadeira religião, a Inquisição - os juízes da Igreja - perseguiu e flagelou milhares de pessoas que arderam vivas na fogueira, ou por se ser bruxa, ou por se ser judeu, ou por se terem ideias científicas "demoníacas" - os cientistas Humanistas.
Nem os povos de África e da América escaparam, aquando da descobertas destes continentes, "por serem pagãos".
Até ao séc. XIX, as pessoas ainda eram perseguidas tão ferozmente que ninguém confiava em ninguém. Uma denúncia bastava para se ser preso e torturado, mesmo que não houvesse provas de delito.
Deus disse "Não matarás, não roubarás", mas os sapientes representantes da Igreja - o papado - torturaram, mataram, roubaram e ostracizaram em Seu nome, porque o que sempre quiseram foi Poder e Riqueza.
O que pensará Deus de todos estes abusos?

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