América do Norte América do Sul


Austrália
Segundo informação internacional, há dias o Primeiro Ministro do Canadá teve uma conferência com o Papa Francisco, no Vaticano.
Também segundo a fonte informativa, o Ministro "convidou" o Papa a pedir desculpa aos indígenas canadianos, pela atitude da igreja católica em relação aos referidos indígenas porque, quando os europeus conquistaram as suas terras e aí se instalaram, os representantes católicos obrigaram as crianças nativas a irem à escola aprender uma religião e uma cultura diferentes, em detrimento da sua própria cultura e religião.
Eu, que tenho a mania de pensar no que ouço e no que vejo, pergunto:
Durante três séculos o Canadá não se importou com este problema e agora, talvez devido à polémica mediática entre os indígenas dos EU e o governo americano, aproveita a oportunidade para falar dos seus nativos?
Para vir à ribalta, fala agora do que aconteceu quando os países europeus começaram a colonização da América do Norte?
Então não é o Papa Francisco mas o Vaticano que deve pedir desculpa do que aconteceu em toda a América, do Norte, Central e do Sul; é o Vaticano que deve pedir desculpa aos países da África, da Ásia, da Austrália e das ilhas do Pacífico, onde aconteceu a mesma coisa.
A prepotência dos governos usurpadores desses territórios, com a conivência do Vaticano e com a "evangelização" das ordens religiosas, impuseram a cultura ocidental e a religião ocidental, à força, destruindo "quase por completo" civilizações milenares.
O ministro não deveria ter convidado o Papa a desculpar-se, mas o Vaticano, pois o Papa Francisco tem uma posição religiosa muito pessoal e muito humanitária. Ele defende que:
- Deus é o mesmo em todas as religiões, só o nome é que muda de acordo com a língua em que é nomeado e invocado.
- Quem faz a diferença entre Deus, nas várias religiões, são aqueles que incitam ao preconceito, para tirarem partido dos povos, em proveito das suas intenções de prepotencia e megalomania.
Este Papa, sem medo, é uma lufada de humanidade, de clarividência e vontade de harmonia entre todos os povos.
Ilhas do Pacífico
Não resisti a incluir este quadro do pintor P. Gauguin, que mostra a "pressão" do catolicismo na ilha de Taiti, mas a sua impotência para derrubar a cultura arreigada nos nativos.
Representação de Cristo na cruz e a Divindade nativa ainda presente no imaginário de todo o povo


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