Nostradamus

Há já alguns meses a esta parte que me chegam notificações sobre o fim do mundo.
Há arautos por todo o lado: adivinhos, visionários, pessoas da ciência e até referências a um santo da igreja, S. Malaquias, falecido em 1148, o qual, supostamente, deixou uma lista com previsões de vários acontecimentos infelizes no Vaticano, ao longo dos séculos, e previu o fim da Igreja Católica e o fim do mundo para muito breve.
É uma obsessão da humanidade a previsão do seu fim.
Compreendo os propagandistas pois gostam de se sentir "na ribalta" e ganharem popularidade, mas as pesssoas em geral, porquê este fascínio sempre que, ciclicamente, alguns "iluminados" resolvem explorar os seus sentimentos e amedrontá-las? Prazer mórbido?
Ainda se lembram do que aconteceu na passagem do último milénio?
Toda a gente falava das previsões do adivinho português Bandarra, no séc. XVI, das adivinhações do francês Nostradamus, também no séc. XVI, e de todos os que diziam o que lhes vinha à cabeça!
Ricos e pobres acreditavam que o fim do milénio traria a devastação à terra e cada um, de acordo com a sua "bolsa", decidiu que na noite da passagem de 1999 para 2000, morreria mas "em grande"!
Gastou-se dinheiro em viagens, cruzeiros, hotéis, jantaradas, grandes bailes, ou simples patuscadas, "como se fuera la ultima vez", como se canta no Bolero Mexicano, mas valeu a pena!
Nisto estou de acordo!
Ninguém morreu, a terra continua como sempre, mas as pessoas divertiram-se a valer, pois fizeram-no de maneira desinibida e empenhada, confraternizando e amando ....

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