Sou uma sonhadora pois sonho que, comigo, possam ganhar asas e porem a vossa imaginação a voar
quinta-feira, 13 de abril de 2017
Era Uma Vez ...
Era uma vez um rei sábio, bondoso, justo, que tinha um filho que muito amava. O filho vivia com a sua companheira em perfeita harmonia, passeando no grande jardim onde nada faltava, tanto para a sua subsistência como para a felicidade suprema do jovem casal.
Podiam andar por toda a parte, fazer o que lhes apetecia, sem nenhuma preocupação, mas havia um pequeno senão: não podiam aceder à árvore do jardim onde se encontrava reunida toda a ciência e sabedoria do reino, ou seriam castigados. (que provocação maldosa!)
O pai era categórico: tinham que se contentar com a sua ignorância ou seriam severamente castigados.
Escusado será dizer que a curiosidade era cada vez maior e o jovem casal não resistiu à tentação de descobrir as maravilhas que lhe eram negadas.
O pai, que tudo sabia, furibundo, castigou-os: expulsou-os deste paraíso e amaldiçoou-os a eles e aos seus descendentes, eternamente ...
Durante milénios deambularam pela Terra, trabalhando arduamente, enfrentando todos os perigos possíveis e, ignorantes, sofrendo todo o tipo de exploração.
Um dia o rei (devido a um rebate de consciência?) resolveu enviar um outro filho, muito amado, (cuja existência era ignorada) para redimir esta descendência miserável e pecadora.
Mas este pai tão "bondoso e misericordioso" teve outra ideia contraditória e incompreensível: - para redimir a descendência pecadora, este outro filho "muito amado" tinha que morrer de forma atroz e ignominiosa, numa cruz!
Esta é a história que, há dois mil anos, é contada à humanidade.
É isto que, desde o séc. IV, após o Concílio de Niceia, a Igreja Católica decidiu contar ao povo, como sendo a história de Deus e de Jesus Cristo, um Deus prepotente e implacável, que quer os filhos ignorantes e que, apesar de omnipresente, omnisciente, todo poderoso e fonte de amor - podendo directamente perdoar os seus filhos humanos - prefere massacrar e ultrajar o segundo filho.
Quem pode acreditar em tamanho absurdo?
Ou esta é a história das Igrejas que querem os povos ignorantes e embrutecidos para fazerem deles marionetes e melhor os explorarem?
Se Deus não quisesse que pensássemos, não tinha criado o cérebro maravilhoso com que nos presenteou!
Cardeais
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