quarta-feira, 5 de abril de 2017

O Carvoeiro Que Foi Rei


                                                    











Em todas as épocas e em todo o mundo as pessoas tentam melhorar a sua vida, qualquer que seja o seu estatuto social.
Há épocas mais propícias a aventuras e essas épocas são aquelas em que há grandes mudanças e mais possibilidades para os aventureiros.
Foi o que aconteceu, no séc. XVI, com Filipe de Brito de Nicote, carvoeiro lisboeta, quando as naus portuguesas sulcavam os oceanos até ao Japão.
Este homem, como milhares deles, não tendo nada a perder em Portugal, desafiando o destino, sem saber para onde ia, tentou a sua sorte, embarcando numa das caravelas que saíam regularmente de Lisboa para o Oriente mítico, o "fim do mundo"...
Depois de várias peripécias chegou à Birmânia, um imenso país do Sudeste da Ásia, actual Myanmar. Aí alistou-se como mercenário, combatendo a soldo de um dos vários reinos que se guerreavam entre si. Nicote e outro português mercenário seu amigo - Salvador Ribeiro de Sousa - conseguiram a vitória do rei pelo qual combatiam, derrotando os seus rivais.
 Pelo seu mérito, Filipe de Brito, também considerado um homem de grande capacidade de persuasão, conseguiu que o rei vencedor lhe atribuisse o controlo  do porto de Sirião, perto da foz do rio Pegu, por onde se fazia todo o comércio da região.
Para se assegurar de que tirava o maior proveito da situação, o nosso herói aí construiu um forte, à revelia do rei.
 Depois de mais guerras intestinas e da vitória do reino de Pegu, mais uma vez graças à acção de Filipe de Brito, o povo, agradecido, proclamou-o seu Rei.
Assim, a Coroa de Portugal ficou, oficialmente, na posse do reino de Pegu e o "nosso" carvoeiro foi Rei durante 14 anos. 












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