sexta-feira, 10 de julho de 2015

Pormenor Problemático




Creio que já todos repararam nos novos cortes de cabelo masculino, muito em moda e cada vez com mais adeptos, em todas as faixas etárias, mas sobretudo entre os 15 e os 30 anos, ou no extremo oposto, na faixa etária dos 40 aos (não quero exagerar!) 70 anos.
No primeiro caso, o cabelo é cortado muito curto até meio da cabeça, talvez  "máquina 1", e no alto da cabeça o cabelo fica comprido, tendo que ser apanhado com um elástico, para o corte resultar e se ver o efeito desejado.
No segundo caso, é o alto da cabeça que está rapado com "máquina zero" (nos caso dos mais idosos o alto da cabeça já está careca) e na nuca um comprido "rabo de cavalo".
Como sou uma pessoa prática, sempre que vejo alguém com esses modelos, pergunto-me por que motivo num deles o cabelo fica tão comprido no alto e qual a sua utilidade, pois acho que é um penteado trabalhoso e nada prático, e no outro também não vejo qual a utilidade do dito "rabo de cavalo",  a não ser complicar o que não é complicado.
Mas modas são modas e cada um usa o que quer!
Ora hoje fui à praia e, mais uma vez, vi um jovem com o referido  "puxinho pequenino" no alto da cabeça atado com um elástico vermelho e, de repente, fez-se luz no meu espírito, ou seja, acho que descobri a sua utilidade.
Não há dúvida que tanto em terra como, por exemplo, num ajuntamento recreativo, como na praia, quando o calor aperta e todos os veraneantes estão dentro de água, aquele "puxinho" é muito útil porque dá a posição exacta da pessoa que o usa, evitando embaraços de localização  a quem a procura, tal como as "moscas" das canas de pesca dão a localização das linhas.
Fiquei aliviada por ter encontrado, finalmente, uma explicação mais do que satisfatória para o objectivo daquele corte, mas depois tive outro pensamento que me deixou preocupada.
E se, por coincidência, numa destas situações, os elásticos dos "puxinhos" forem todos da mesma cor, ou quase, como se resolverá o assunto?
Bem, o melhor é esquecer o objectivo das modas e limitar-me a reconhecer que estes jovens até ficam muito "patuscos".


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