terça-feira, 30 de junho de 2015

Anjos nas nuvens






 Toda a gente já viu que, quando o mar não está muito zangado e as ondas não são nem demasiado fortes nem demasiado mansinhas, elas ao rebentarem na areia fazem imensa espuma que se estende ao longo da praia.
Se no alto duma falésia vejo essa quantidade imensa de espuma, visualizo sempre uma tarte enorme, cheiinha de claras em castelo. O mais louco - sim é verdade, são ideias loucas - é que sinto mesmo vontade de descer à praia e encher as mãos daquelas claras tão apetitosas e prová-las.
Às vezes o céu junta-se a esta festa de devaneio e começa a mimar a paisagem que lhe fica por baixo de tal modo que também ele fica inundado de nuvenzinhas pequeninas, muito juntas umas às outras, a imitarem  as pedrinhas pequenas da praia, também muito juntas, que só aparecem na maré baixa e nas quais as crianças se divertem a saltar de umas para as outras.
Agora imaginem que todas essas nuvenzinhas também se juntam no céu para que os anjinhos ainda crianças possam desfrutar desse prazer, como nós humanos.



Se a minha imaginação vos contagiar, também podem ver, como eu, lá em cima nas nuvens, os saltinhos e as brincadeiras daquelas anjinhos pequeninos, rechunchudos, inocentemente nuzinhos, com as asinhas nas costas.
São anjos-crianças, têm que se divertir. Além disso devem ser curiosos como todas nas crianças  e, de certeza, gostam de observar o que se passa na terra.
Não percam o que temos de melhor, a nossa capacidade de sonhar acordados e, observem bem, pois verão certamente esses anjinhos brincalhões sentados nas nuvens um pouco maiores - brancas e fofas como algodão - com as pernas penduradas, a balouçarem-nas cheios de prazer e alegria.


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