Queda do Muro de Berlim
As gerações dos anos 60 e posteriores eram aliciadas pelas teorias socialistas de Karl Marx que, segundo pensavam e era afirmado pelos defensores destas novas filosofias, eram a resposta aos problemas do povo português e lhe iria trazer progresso, liberdade de expressão e governação: o socialismo.
Todo o mundo sabia que a Rússia tinha enveredado por esse caminho, ao proclamar que o povo russo vivia num paraíso comunista.
O que não se sabia era que o povo russo nunca vivera num paraíso porque, com o tempo, esta teoria filosófica foi substancialmente deturpada e tornou-se política. O problema é que não só não conseguiu melhorar a vida dos russos, pois viviam na penúria, como lhes tirou toda a liberdade de expressão, de decisão e de deslocação para fora da Cortina de Ferro, incluindo os países satélites a quem foi imposto o comunismo. Quem tentava passar o famoso Muro de Berlim - e todos os dias dezenas de pessoas desesperadas arriscavam a vida - era morto a tiro.
Queda do muro entre a Hungria e a Áustria
Além deste muro entre Berlim Leste e Oeste, também havia outro muro em aço inoxidável, electrificado, com 225 quilómetros de comprimento, entre a Hungria e a Áustria - que muitos desconhecem - para impedir qualquer saída de qualquer habitante dos países da cortina de ferro.
O povo russo viveu na miséria e com medo, devido à perseguição permanente a que estavam sujeitos pelas polícias do estado. Quem tinha a ousadia de criticar ou de fazer um comentário sobre a precaridade da situação, tinha como prémio ser enviado para os campos de trabalho forçado da Sibéria de onde a grande maioria nunca mais voltava. Nestas campos trabalhavam não só adultos como também crianças.
Embora os cofres do estado estivesse vazios, a propaganda comunista fazia crer aos países livres que no bloco soviético todos viviam felizes e "à grande".
A verdade é que os povos dos países comunistas só conseguiram ver-se livre deste regime brutal, porque a economia soviética estava de rastos e os países ocidentais se recusaram a emprestar mais dinheiro ao governo russo, a quem financiavam há décadas, porque a dívida já era monstruosa e Moscovo nunca conseguiria pagar.
Perante esta situação catastrófica, o líder soviético Gorbachev "lavou a mãos" em relação aos muros que impediam os soviéticos de saírem para o Ocidente.
Afinal o "paraíso" de propaganda não passava de um local onde as pessoas viviam infelizes e sempre aterrorizadas, pois as forças policias podiam chegar a qualquer momento, prender quem quisessem e fazer "justiça sumária" a seu bel-prazer.


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