Sou uma sonhadora pois sonho que, comigo, possam ganhar asas e porem a vossa imaginação a voar
quinta-feira, 15 de agosto de 2019
As Conquistas De Abril
Não devemos actuar de olhos fechados, sem pensarmos no resultado
dos nossos actos
Nesta greve dos motoristas, há três dias que ouvimos falar do direito à greve como uma das Conquistas de Abril.
É inegável que a greve é um direito dos trabalhadores, ninguém sequer pensa pôr isso em causa, mas neste braço de ferro e no discurso dos dirigentes dos Sindicatos há algo que me faz pensar.
Se os Sindicatos instigam os motoristas a Não cumprirem os "serviços mínimos" decretados pelo governo, essa atitude não está a colidir com os direitos básicos conquistados em Abril por todos os cidadãos?
Se não houvesse serviços mínimos de abastecimento de gasolina ou gasóleo - como os Sindicatos pretendem - deixa-se arder o país se houver fogos? Se houver problemas urgentes nos hospitais as pessoas não têm direito a ser tratadas? Intervenções cirúrgicas marcadas há meses, ou um ano, não se fazem? Quem está de férias não pode desfrutá-las e quem já pagou alojamento perde o dinheiro por não haver transportes? Quem tem que voltar ao país de origem, fica retido e prejudicado no seu trabalho? O turismo fica impossibilitado de satisfazer as suas obrigações? Os agricultores perdem as colheitas? Os pescadores perdem o seu ganha-pão? As empresas e os serviços públicos param por falta do pessoal que não se pode deslocar?
Quem indemniza estas pessoas?
Os motoristas que Não querem cumprir os serviços mínimos? O patronato que exige contrapartidas?
Ou os cidadãos ficam com o prejuízo e que se desenrasquem, embora em Abril também tenham conquistado os seus direitos inalienáveis?
Esta atitude unilateral dos motoristas faz-me lembrar a posição unilateral e prepotente que criticamos aos patrões capitalistas que só pensam no seu lucro, sem se importarem com as consequências: as pessoas que prejudicam!
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