sábado, 27 de abril de 2019

Somos Assim!




É vulgar ouvirmos esta frase a nosso respeito: " Nós, os portugueses, somos um povo de brandos costumes"
Mas também somos um povo de extremos: ou deixamos andar, ou passamos ao extremo oposto, por impulso, sem pensarmos nas consequências e, normalmente, "aquecidos e empurrados" por quem aproveita com a situação.
Basta olharmos para a nossa História!
Temos a revolta do povo de Lisboa em 1383, quando o alfaiate Álvaro Pais encabeçou a revolta e o povo que, armado de cacetas, forquilhas e o que havia à mão (segundo os relatos da época) matou o espanhol Conde de Andeiro e aprisionou a Rainha D. Leonor Teles. Os revoltosos, manobrados pelos verdadeiros instigadores desta revolução, "obrigou" o filho ilegítimo do Rei D. Fernando a aceitar o trono: o futuro D. João I. ( Hoje, há quem considere esta revolução a 1ª Revolução Burguesa do mundo!)
Em 1640, há um levantamento popular contra as medidas do reino de Castela, que governava Portugal, nos dominava e nos empobrecia.  Os revoltosos - revolta Manuelinho - formaram uma Junta Governativa. Os termos do documento dessa Junta foram assinados por Manuelinho, personagem conhecida como "louco" e que vagueava por Lisboa ( e esta!).
Conclusão, com peripécias pelo meio e pela pressão dos verdadeiros beneficiados, chegou ao poder D. João IV.
Em 1910 foram os intelectuais republicanos que, fartos do reinado de D. Carlos e da pobreza do reino, se revoltaram e o rei foi morto a tiro no Terreiro do Paço.
Começou a 1ª República que duraria uns escassos 16 anos, de 1910 a 1926.
O povo comemorou, pois a liberalização das ideias e acções tinha-se consumado. O pior é que os participantes do governo começaram a desentender-se, pois cada qual queria impor as suas ideias, e o país caiu na anarquia: neste curto período houve  45 governos e 8 Presidentes da República (é obra!).
Havia atentados quase diários - chegando a haver 3 por dia, segundo fontes consideradas fidedignas - e o preço dos alimentos subia diariamente e eram escassos. O país estava na "Banca Rota".
Mas não podemos esquecer que houve grandes e importantes alterações na Constituição de 1911, embora muitas das medidas tomadas não tivessem sido postas em prática durante a vigência deste Governo, mas só na 2ª República.
Decretos da Nova Constituição:
Alteração das cores e símbolos da Bandeira Portuguesa; novo hino nacional - a Portuguesa ;  nova moeda - o Escudo ; legalização do divórcio; direito à greve; 1 dia de descanso semanal; 8 h de trabalho diário; igualdade de direitos entre filhos legítimos e ilegítimos; expulsão das ordens religiosas e nacionalização dos seus bens; criação do ensino infantil dos 4 aos 7 anos de idade; criação do ensino primário gratuito, dos 7 aos 10 anos; criação de escolas técnicas - agrícolas, industriais e comerciais; escolas de formação de professores; e criação das Universidades de Lisboa e do Porto.
Uma coisa é uma boa Constituição e outra é a sua prática. Assim, devido à anarquia a que se chegou, a 1ª República caiu em Maio de 1926.
As forças armadas revoltaram-se no dia 31 de Maio e o General Gomes da Costa, que liderou o golpe de estado, tornou-se o Presidente da República deste novo regime: Ditatorial.
Em 1974 deu-se a revolução do 25 de Abril - a Revolução dos Cravos - também levada a cabo pelas Forças Armadas, devido ao desgaste de anos de guerras no Ultramar.
Claro, foi louvada por todo o povo português e deixou os países estrangeiro admirados com uma revolução sem tiros, mas com milhares de cravos.
Somos assim, adormecidos e, de repente … imprevisíveis!
                 






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