domingo, 21 de abril de 2019

Aldeias Palafitas


                                                               Escaroupim





Há dias, uns amigos disseram-me que iam fazer um passeio de barco a Escaroupim, uma aldeia Vieira na margem do rio Tejo, fundada pelos Avieiros, no concelho de Salvaterra de Magos.
Confesso que nunca tinha ouvido tal nome.
Sei que na margem do Tejo ainda há aldeias de palhotas palafitas - Aldeias Vieiras -, a maior parte em ruinas, construídas pelos Avieiros, pescadores nómadas ou, como geralmente eram chamados, "Ciganos do Tejo".
 O escritor Alves Redol, que escreveu o livro Avieiros, viveu durante algum tempo numa palhota, na aldeia de Palhota, para vivenciar a vida destes pescadores específicos, pois tanto pescavam no mar como no rio.
Oriundos de Vieira de Leiria, pescadores da sardinha no Verão, para sobreviverem no Inverno, desciam pelas margens do Tejo para pescarem os peixes de rio. Toda a família vivia dentro dos barcos, as Bateiras, mas no início do séc. XX sedentarizaram-se e começaram a construir palhotas, primeiro de vime e, mais tarde, de madeira, assentes em estacas de madeira - casas palafitas - para que a água do rio não as alagasse aquando das marés cheias.
O concelho da Salvaterra de Magos, no intuito de preservar este património nacional, reconstruiu as "Palhotas" de Escaroupim  e fez dela uma Aldeia Vieira Museu, recreando os espaços interiores e os trajes dos Avieiros.




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