No Sábado passado fui assistir a um torneio de artes marciais japonesas, das que são ensinadas em vários ginásios, para que as crianças e os jovens aprendam a defender-se e a atacar, em caso de necessidade, aproveitando os pontos fracos dos adversários.
Como o meu neto de 9 anos era um dos participantes de Jiu Jitzu, fui ver o seu desempenho na arte que pratica há 4 meses.
Como sabem, em todas as artes marciais chinesas ou japonesas, o praticante tinha como objectivo atingir a calma, a virtude e lealdade como metas pessoais, e é nessa linha de pensamento que, tanto antes do início de uma competição como no fim, os adversários fazem umas quantas vénias e gestos que significam o respeito e honestidade que demonstram um pelo outro, o que é muito positivo para a harmonia desportiva.
De facto, tudo decorreu como era esperado até ao momento em que uma jovem, com cerca de 15 anos, se aproximou do espaço de competição.
Então um grupo de jovens desportistas, que esperavam a sua exibição, começaram a vaiar a jovem, com assobios e a chamarem-lhe "totó", aos berros.
Esta atitude desonrosa e aviltante dos colegas não me admirou muito porque, infelizmente, é o que aprendem em casas com os pais "desportistas" e com as imagens televisivas dos estádios, onde os adultos se comportam irracionalmente, mas o que não esperava era a FALTA de intervenção dos dirigentes e mentores do torneio contra este abuso e o total desinteresse pela agressão moral e psicológica a uma colega que ia enfrentar a adversária.
Afinal onde está o espíritro desportivo e o respeito das artes marciais?
Afinal, nos nossos ginásios, os salamaleques não passam disso mesmo, só salamaleques, sem qualquer significado!
Que Desonra e que Hipocrisia!


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