domingo, 11 de fevereiro de 2018

Cautela!




Algures li esta frase que acho sábia:

- Ame o que você tem, antes que a vida o ensine a amar o que você tinha.

De facto, levamos a vida à procura do amor, qualquer que seja o tipo de amor, num afã contínuo, como se fosse algo visível a olho nu, como se fosse algo tangível, que chega e, sem depender de nós, se manterá durante toda a vida.
Pior do que isso, somos incentivados pelos meios mais diversos a ecreditar que, se formos belos, bem falantes, charmosos e bem sucedidos financeiramente e, pior ainda, competitivos, o amor estará ao virar da esquina.
No que toca ao amor paternal, especialmente os filhos estão convencidos de que esse amor é um direito  inesgotável, unidireccional, sem obrigações.
Ou seja, o amor surge, usufrui-se dele, mas não é necessário cuidá-lo, retribuí-lo, fortalecê-lo!
E porquê?
Porque cada pessoa pensa que o amor é eterno. Procura-o quando precisa mas esquece-se de que tem que cuidar dele senão definha e morre.
Quando, finalmente, se apercebe que o amor definhou e sente a sua falta, já é tarde!
O amor  é um sentimento que exige mais que um indivíduo, exige reciprocidade e exige ser cultivado.
Até o amor maternal e paternal, apesar de, esse sim, ser eterno, pode sofrer bastante com a atitude dos filhos e estes, só depois de o perderem, se dão conta da sua falta.
Devemos esquecer a ideia enganosa dum amor irreal.
Vamos, Sim, cuidar do Amor que temos, das  pessoas que nos amam, para não termos de sentir a sua falta por Nossa Culpa!



                 

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