Enquanto o meu neto mais novo se diverte no parque infantil, de um lado para o outro com os amigos, que faço eu?
Instalo-me num banquinho à sombra e relaxo. Como não posso ler, porque tenho que atentar nas idas e vindo do rapaz, ponho-me a observar o que me rodeia.
Neste recinto e a toda a volta há imensas árvores, altas, centenárias, que me despertam a atenção e regalo-me a observá-las. Há várias espécies, portanto diversos tipos de ramos e folhas.
Sempre que olho para as suas copas não posso deixar de atentar no rendilhado que desenham no céu: cada uma delas faz uma linda renda mais ou menos elaborada de acordo com a forma das folhas, a disposição dos troncos e, claro, o reflexo da luz.
Imaginem! À minha disposição - e de quem souber sonhar - uma grande variedade de rendas, qual delas a mais bonita ..
É um espectáculo deslumbrante mas a grande vantagem destas rendas, em relação às autênticas, é que estas últimas são sempre iguais ao longo dos anos e as rendas das árvores estão sempre a reinventar-se, de acordo com as horas do dia e com as estações do ano.




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