
Lalibela - a cidade onde o tempo parou há 9 séculos, quando Jerusalém, a cidade santa da cristandade, foi tomada pelos muçulmanos.
Aqui ainda se vive como nos tempos bíblicos...
No nosso planeta há destas coisas!
De um lado, uma mistura de aspirações e desejos de grandeza; de poder desmedido; de afã incontrolável para se descobrir quem somos, de onde viemos e, se possível, para onde vamos no futuro, numa ansia infindável e insatisfeita de procura.
Do outro, o simples desejo de sobreviver da melhor maneira possível, sem questionar o porquê das coisas.
Nem numa nem noutra situação podemos incluir o que se passa em Lalibela, uma região da Etiópia, situada numa cadeia montanhosa de difícil acesso, com 2.700 mt de altitude, junto à nascente do rio Nilo.
Aqui os ecos daqueles desejos ou não são ouvidos ou, se são, não têm nenhuma importância pois algo de muito precioso ali está guardado - a Arca da Aliança - segundo Gebre Lalibela, o rei etíope descendente do Rei Salamão e da Rainha do Sabá.
Neste sítio - Lalibela - por ordem do rei que deu nome à cidade e ao local do complexo religioso, foram escavadas na rocha vulcânica vermelha 11 igrejas e 1 catedral, sem muros, sem tijolos, sem pedras, sem madeira. Só levaram 20 anos a construir, o que foi uma obra de grande envergadura.
Como o fizeram?
Com a ajuda dos anjos, diz a lenda e dizem os monges que guardam estas preciosidades dia e noite, pois eles são os únicos garantes das relíquias sagradas que os seus antepassados trouxeram de Jerusalém - a cidade santa da cristandade - para não se perderem, aquando da sua conquista no séc. XII.
Labilela foi referida pela primeira vez por um explorador português em 1520 - quando toda a costa de África era dominada pela marinha portuguesa - mas, por a ter descrito como algo de fantástico e maravilhoso, a notícia deste complexo místico foi acolhida com alguma reserva pelos "intelectuais" da época.
Hoje é considerada Património da Humanidade.



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