No deserto do Norte de África há corridas de camelos desde tempos imemoriais.
Não admira, pois o camelo foi o "navio do deserto" que serviu o Homem desde o período paleolítico, e continua a sê-lo ainda hoje.
É, pois, natural que sempre houvesse corridas deste nobre animal robusto, que teve um papel fulcral na história desta terra desértica, ajudando a humanidade na saga da civilização.
Em homenagem à relação notável entre pessoas e camelos, todos os anos os estados árabes organizam corridas de camelos mas, actualmente, nos arredores de Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, a corrida de camelos alcançou patamares notáveis: modernizou-se, apoiada por meios tecnológicos.
Em vez do jockey tradicional, o camelo é conduzido por um Robot dirigido, remotamente, através de um walkie-talkie.
Este robot tem a capacidade de chicotear o camelo para o fazer acelerar a corrida, como fazem os jocheys humanos nas corridas tradicionais de camelos e de cavalos.
A interacção entre robot e camelo é comandada pelo dono do camelo que acompanha a corrida, no seu automóvel, numa das duas faixas de rodagem paralelas à pista.
O chicote, com controle remoto, é usado pelo jockey-robot, à ordem do dono do animal, especialmente nos últimos metros antes da meta.
Ganhar a corrida, além da honra, significa prémios muito chorudos.

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