quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Portugal - País Pequeno ... Mas Grandes Atitudes!




Os portugueses levam a vida a queixar-se do nosso país, onde nada é bom e, claro, dos sucessivos governos que nunca fazem nada.
Mas não é bem assim. Temos muito de que nos orgulharmos ...
Começo por citar a atitude de António Costa na UE, em Março - de que todos se lembram - que foi o  Único ministro que criticou a maneira como a situação problemática provocada pelo Covid19 estava a ser encarada pelos seus parceiros "mais ricos", e que levou o Grupo a uma mudança de estratégia.
Esta posição do Ministro Português foi elogiada por todos os ministros participantes da reunião, e deu lugar ao estudo de novas soluções que beneficiaram todos os países da UE.
E mais, várias vezes Portugal foi referido e elogiado por outros países pela maneira como a pandemia estava a ser conduzida.
Recuando um pouco no tempo, vou relembrar outras posições firmes tomadas por outros ministros, em momentos decisivos para Portugal.



No dia 21 de Julho de 1992, em Bruxelas, a reunião entre a Comunidade Europeia e a Assembleia das Nações do Sudoeste Asiático, era de importância capital para a Europa e para a Ásia. Estava em jogo um contrato de milhões de dólares que beneficiava os mercados europeus e asiáticos.
No momento de votação, oral, todos os ministros de ambos os continentes votaram a favor, mas o ministro português, João de Deus Pinheiro, que foi o último, votou Contra.
Estupefacção e incredulidade! Ninguém queria acreditar que o ministro português se estava a opor a uma negociação de milhões.
Mas foi o que aconteceu! O negócio não se concretizou devido à Única oposição, de Portugal.
Porquê? Perguntarão!
Porque o país que mais beneficiaria com o negócio milionário era a Indonésia, e esta  tinha tomado, à força, Timor Leste, e tinha massacrado o povo desde 1975 e, apesar dos constantes apelos de Portugal e da comunidade internacional, continuava com a tortura e a matança indiscriminada de civis e não civis, ignorando a Declaração dos Direitos Humanos.
Para votar a favor do contrato bilionário, Portugal exigia que a Indonésia se retirasse de Timor.
Em Setembro do mesmo ano, com algumas alterações, houve nova reunião e nova votação.
Como a Indonésia não cedia às exigências de Portugal, Durão Barroso, Secretário de Estado da Cooperação, voltou a votar Contra.
Foi esta posição determinada de Portugal que obrigou os Estados Europeus e os  Estados Unidos a um cerco económico internacional à Indonésia. Em 1993, a Comissão de Direitos Humanos da ONU condenaram a Indonésia pela violação persistente dos direitos de Timor-Leste, e em 1994, os americanos decretaram um embargo de venda de armas à Indonésia, apesar de terem sido, até então, a sua fonte de fornecimento de armamento militar.
Os indonésios, sentindo-se cada vez mais isolados internacionalmente, em 1999 acordaram com o governo português que os timorense votassem ou pela independência ou pela autodeterminação, em Setembro desse mesmo ano, mas o exército indonésio tentou roubar e sabotar as urnas, além de matarem indiscriminadamente, mutilarem, arrasarem casas, monumentos e tudo por onde passavam.
O 1º. Ministro português, António Guterres, fez tal pressão internacional, que os países das Nações Unidas não podendo ignorar a situação, obrigaram a Indonésia a sair de Timor-Leste.
Foi a determinação destes governantes que permitiram que na noite de 20 de Maio de 2002 se celebrasse a independência de Timor, o país mais pequeno e Mais Novo do mundo.






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