Na brincadeira, costumo dizer que o S. Pedro é que tem a culpa deste tempo maluco, por já ser muito velhote e estar completamente desmemoriado e desorientado: uma semana está "carrancuda", chove ou mal se vê o sol e as temperaturas, confesso, embora agradáveis, são baixas para a época. Na semana seguinte, temos um calorão insuportável.
Ora, deixando o pobre do santo em paz, além de sabermos que estas alterações são, em parte, devidas à alteração do eixo da terra, também sabemos do impacto do comportamento humano na alteração climática.
Todos falam da poluição dos plásticos, do óxido de carbono, da desertificação das florestas, etc, mas há outros factores negativos que matam a vida dos oceanos, sem que as pessoas disso tenham conhecimento. É exemplo disso a cultura do salmão.
Num programa sobre a vida marinha, foi mostrado como esta cultura e, possivelmente, qualquer cultura piscícola, é um veneno para todas as espécies selvagens.
No sul do Chile, nos fiordes, existe uma grande extensão de tanques de cultura de salmões.
O Chile é o 2º produtor mundial de salmão e o fornecedor da quase totalidade do mercado dos Estados Unidos.
Os peixes, aos milhares em cada tanque, são alimentados com produtos que contêm antibióticos, para evitar doenças.
Ora esse antibiótico propaga-se à água circundante que, devido às marés, se propaga por todo o oceano, provocando a morte dos corais e das espécies que vivem no polo sul: focas, leões marinhos, elefantes marinhos, etc e até as aves marinhas que aí nidificam.
O mesmo deve acontecer nos outros locais onde a cultura piscícola é muito intensa, o que significa que os oceano tendem a ficar sem vida.
Mais uma achega às alterações climáticas que são cada vez mais pronunciadas.
A breve prazo, "o que acontecer … se verá"!
Cultura do salmão no Chile


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