terça-feira, 14 de maio de 2019

Indisciplinados e Imprevisíveis!




Nós, portugueses, descendentes dos Lusitanos, como temos sido vistos pelos outros povos ao longo dos séculos, e até por nós próprios?

A opinião geral é que somos indisciplinados, não gostamos de obedecer e somos imprevisíveis.
Será verdade?
Vejamos:
                                                                 
                                                                      Lusitanos


 Séc. I a.C. - O imperador Júlio César, depois de várias lutas infrutíferas contra os nossos ancestrais lusitanos, disse: Os Lusitanos não deixam que os outros povos os governem mas não se sabem governar.

 1664 - O jesuíta Padre António Vieira - português - afirma: os portugueses são dados à indisciplina.

 Entre 1807 e 1810 -  Guerra Peninsular provocada por Napoleão Bonaparte.
O Comandante inglês Beresford, que veio ajudar e chefiar o exército, afirma: Os soldados portugueses não têm disciplina. São uma turba degradada, sem préstimo, sem garra nem organização e praticamente inútil para a campanha. Não gostam de obedecer. É, de longe, o pior exército da Europa.

1917 - 1ª Guerra Mundial - Portugal enviou duas divisões de infantaria para França  - cerca de 55.000 soldados - para auxiliar o exército aliado.
 Os comandantes britânicos ficaram exasperados com a falta de organização e de disciplina dos soldados portugueses.

1931 - Devido à anarquia política e militar que se vivia em Portugal desde o início da 1ª República, o Almirante Luís Magalhães Correia, chefe da Marinha, declarou: É necessário, de uma vez para sempre, que Portugal deixe de dar ao mundo a impressão de ser um grande manicómio.

1974 - Revolução do 25 de Abril
Os líderes europeus observavam a confusão que se tinha estabelecido nos meses a seguir à queda do fascismo, e estavam à espera dos resultados, pois a situação estava a sair dos eixos.

1975 - W.B.Yeats, observador e jornalista, comentou: O permanente gosto português pela desordem foi generosamente permitido, com greves, exigências, ocupações e anarquia generalizada. O Parlamento foi cercado duas vezes e os seus membros foram feitos reféns.
O exasperado Primeiro Ministro anunciou que o governo ia "fazer greve"!

1976 - O 1º Ministro Mário Soares avisava:
1ª. prioridade - restaurar a ordem pública
2ª prioridade - só o trabalho nos pode salvar, o que pressupõe disciplina, respeito pelos outros e respeito pelas hierarquias.


No que todos estão de acordo é que somos um povo simpático, prontos a ajudar mesmo nas piores situações e que nos adaptamos facilmente às circunstâncias em momentos de adversidade.
À primeira vistas somos desconfiados, mas depois mostramos que somos pessoas em quem se pode confiar.






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