domingo, 9 de dezembro de 2018

Pesca Pirata




É sabido que os oceanos têm cada vez menos peixe.
Há anos que os países proíbem a pesca de peixes com medidas abaixo de um certo valor porque, se não chegarem à idade adulta, não há reprodução e as espécies extinguem-se.
Embora os viveiros tenham sido uma alternativa, muitas espécies estão praticamente em extinção.
No que se refe à pesca legal, apesar de alguns abusos, a situação vai sendo controlada, o pior é que, paralelamente, há uma pesca ilegal - pirata - intensa, descontrolada, em todos os oceanos, que não se tem conseguido combater, apesar dos esforços do policiamento marítimo competente.
No Atlântico Sudeste, mais especificamente numa grande área entre as ilhas Malvinas e a Venezuela, foram descobertos centenas de barcos piratas que, durante a noite, com grandes holofotes multicores atraem o planctan à superfície que, por sua vez, atrai os grandes peixes que dele se alimentam e que são pescados às toneladas.
Estas centenas de barcos piratas, que do espaço parecem pequenas cidades, chegam a pescar 300 mil toneladas de lulas, numa só noite, e várias toneladas de outras espécies, enriquecendo muita gente e matando a fauna marinha.
Até agora as autoridades não têm conseguido enfrentar estes abusos, mas espera-se que, com os satélites que constantemente orbitam a terra, se consiga localizar e desmantelar esta e outras redes piratas, em todos os oceanos.

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