Para não retroceder muito no tempo, acho que emigrante, ou migrante, é o termo certo para um fenómeno bastante frequente na Idade Média: os Cavaleiros Medievais deslocavam-se de país para país, à procura de um senhor feudal - rei, duque, conde, ou mesmo grandes senhores da Igreja - que lhes pagassem em troco de protecção ou para lutar com outros povos pelo "empregador".
Esse pagamento podia ser em terras, em estatuto social ou em casamentos ventajosos.
Dirão: Porque pensou nisso?
Simples! Estava a falar da história de Portugal com um casal francês e lembrei-me que podemos considerar, como 1º imigrante português, o Conde D. Henrique, pai de D. Afonso Henriques, o nosso primeiro rei.
Ainda se lembram porque veio D. Henrique, cavaleiro e conde de Borgonha, à península Ibérica?
Porque, não sendo o filho primogénito e não tendo herança paterna - pois nessa época e ainda há pouco mais de um século acontecia o mesmo em quase toda a Europa - à semelhança de outros cavaleiros na mesma situação, veio batalhar contra os mouros a favor do rei de Castela, a troco de um pagamento.
Foi bem recompensado, pois casou com D. Teresa, a filha do rei, e recebeu o condado Portucalense, futuro reino de Portugal.
É um imigrante de elite, mas não deixa de ser um emigrante que veio à procura de trabalho e pagamento, tal como os emigrantes portugueses foram para França, à procura de trabalho e de pagamento!


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