segunda-feira, 16 de julho de 2018

Jubileus


                                                                       O Torah



De 25 em 25 anos a Igreja Católica celebra o Jubileu.
Mas qual a origem do Jubileu? O que significa?
Segundo o Torah, livro sagrado do povo judeu, o Jubileu era um rito judaico, celebrado de 100 em 100 anos, e era muito importante porque nesse ano os judeus que tinham sido feito escravos, eram libertados pelos seus senhores. Não só lhes era dada liberdade, como lhes eram restituídas as suas  terras.
Em 1300, o papa Bonifácio VII, decidiu adoptar o jubileu judaico e adaptá-lo à religião cristã.



Assim "nasceu" o 1º  Jubileu Cristão, com o fim de angariar fundos para obras nas igrejas de Roma.
Para tal, criou indulgências plenárias e extraordinárias, pagas, para os perigrinos que visitassem o túmulo de S. Pedro, na antiga basílica erigida em sua honra.
 O sucesso do jubileu foi tão grande e inesperado e os lucros foram tão elevados que o papa decidiu encurtar os jubileus de 100 para 50 anos.
Como, ao longo da Idade Média, os cismas da Igreja se repetiam, no intuito de captar mais cristãos a Roma e tentar cimentar a religião cristã, que se desagregava devido às convulsões existentes no mundo católico, o papa Urbano VI, exilado em Avinhão, na França, decidiu encurtar a periodicidade dos jubileus para 30 anos.
Também devido às revoluções sociais dos séc. XV e XVI, devido à desilusão dos católicos perante as guerrilhas no seio do alto clero do Vaticano e ainda devido à separação dos estados europeus da alçada da igreja, o papa Sisto V resolveu encurtar os jubileus para 25 anos, tentando reverter a tendência social dos países, atribuindo novas e mais alargadas indulgências aos perigrinos, a troco de pagamento, e apelidou o Jubileu de "Ano Santo".
É ainda esta a periodicidade vigente, embora o papa Francisco tenha celebrado um Jubileu extraordinário em 2017.





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