Escravos de Colarinho Branco
Quando falamos em escravatura pensamos logo no que se passou em África e na América, ao longo dos séc. XV, XVI, XVII, XVIII e XIX, mas a verdade é que continuou ao longo do séc. XX e, em pleno século XXI, ela continua a existir, só que de forma mais sofisticada.
Isto acontece em todo o mundo.
No que toca ao nosso país, o início da nova escravatura começou ainda no século passado, com os contratos salariais renováveis de seis em seis meses; depois, para evitar o contrato efectivo, esses contratos deixaram de ser renovados e contratava-se outro empregado; agora - soube disso há dias - muitas empresas, normalmente empresas estrangeiras, fazem contratos mensais com ordenado base inferior ao ordenado mínimo nacional porque, em teoria, os Assistentes recebem comissão sobre as vendas!
Isto quer dizer que as pessoas com este tipo de contrato, todos os meses estão sujeitas a ficarem desempregadas, se não atingirem os totais de vendas exigidos e que são bastante elevados!
Mas o pior é que, além do espectro do desemprego mensal, estes Assistentes que têm que se esfalfar para atingirem pelo menos o "plafond" exigido, ainda são exploradas de forma mais requintada: tudo serve para penalizar o montante da comissão!
Não angariaram nomes de novos clientes? São penalizados!
Não atingiram o plafond? São penalizados!
Um hipotético cliente não recebeu o Assistente? São penalizados!
Horário de trabalho? Depende do trabalho que há!
Qual o salário ao fim do mês? Incógnita!
Alguém pode fazer planos familiares? Duvido!
Isto não é escravatura? Claro que é!
Como somos Explorados mas Civilizados, eu vou denominar esta escravatura moderna de: ESCRAVATURA DE COLARINHO BRANCO!

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