
Hoje resolvi reler um dos livros mais antigos da minha estante.
Não é inédito reler os meus livros pois, ao longo dos anos, esqueço-me de cenas ou informações pertinentes que desejo recordar. Acontece com toda a gente...
Neste caso particular, ainda bem que o fiz, pois já não me lembrava de alguns dos temas abordados, neste caso concreto, a Origem do Vinho.
Vou partilhar com os meus leitores o texto quase integral de um dos capítulos deste tema (há outros temas) que pertencem ao livro A MITOLOGIA AO ALCANCE DE TODOS, pois a descrição, apesar de ser baseada em factos hitóricos, é de tal maneira coloquial e hilariante que me pôs a rir e a bom rir....
Espero que, além de se "cultivarem", se divirtam como eu me diverti!
"Existem mosaicos no museu do Louvre e no British Museum que nos mostram que, 2.400 anos A.C., na 4ª. dinastia egípcia já o sumo da parreira se bebia pela medida grande.
Um outro painel mostra uma movimentada cena pré-histórica com enormes videiras e grandes cachos de uvas, com indivíduos nus de sexo indefinido, muito magrinhos e carecas a dar-nos ideia da proveniência de Ghandi, esborrachando uvas numa cisterna. Outros de aspecto feminino transportam ânforas com uvas e, pelo chão, sujeitos barrigudos e iniludivelmente machos, com barbas às escaleiras, inclinados sobre odres, emborcam malgas de mosto, enquanto outros, de cócoras, acusam efeitos de monumental pifão. Enfim, uma orgia de alto lá com ela.
Parece que Noé também plantou uma vinha mas arrependeu-se, por se sentir culpado das carraspanas dos seus descendentes.
Homero, que também gostava de vinho - a Grécia foi dos primeiros países a prepará-lo - aconselhava os patrícios a "cascar-lhe rijo".
Plínio, filósofo, que também gostava da "pinga, " votou-se à tarefa exaustiva de estudar as parreiras da Grécia e distinguiu 91 castas diferentes. Os seus rivais da Filosofia escarneciam dele e diziam que o seu zelo pelo labor vinícola era pretexto para provar e tornar a provar o produto dos 91 tipos de vinhos.
Já naquela altura, muito antes da era cristã, havia más línguas ....
Na Gália a ciência vinícola atingiu o seu auge, conforme foi constatado pelo imperador César e as suas legiões ....... pois os soldados gauleses - lembrem-se de Obelix e Asterix - procuravam estímulo de bravura no sumo da uva. De facto algumas vezes, talvez por exagerarem no elixir, as pernas destes guerreiros negavam obediência às instâncias do ânimo patriótico."


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