quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Sri Lanka ou Ilha Resplandecente



Hoje vi uma reportagem muito interessante sobre esta ilha do Ocerano Índico, outrora chamada Ceilão.
É de facto uma ilha resplandescente, cujo povo é descente dos "Vedas", o povo que milénios antes ocopou o sub-continente indiano.
Das várias belezas e tradições da ilha, o que mais me despertou a atenção foi a maneira curiosa de pescar, no sul da ilha.
 Aqui o pescador coloca-se numa "palafita", continuando a tradição da arte da pesca usada pelos ancestrais.
Imaginem uma cruz alta feita de troncos de árvores fixada na água - a palafita - um pouco após a rebentação das ondas - mas lembrem-se que a rebentação é fraca, nada parecida com as fortes rebentações das praias atlânticas.
Nos braços da cruz sentam-se os pescadores com uma cana de pesca, à espera que os peixes "piquem".



Quando a pescaria é escassa, para conseguirem maior sucesso, fazem pequenos e lentos movimentos para aliciarem os peixes, para que "pensem" que é comida e mordam.
Porque não fazem como os pescadores tradicionalmente conhecidos, que pescam fora da água?
Porque a água é rasa e os peixes fogem com o movimento do corpo humano...
Como se diz tradicionalmente "cada terra com seu uso" mas, aqui não é o uso, mas a sabedoria que dita o uso do ofício.
Esta bela ilha, embora conhecida dos gregos da Antiguidade Clássica pelo nome de Taprobana - nome usado por Camões no seu poema épico "Os Lusíadas" -  foi descoberta pelos portugueses, em 1505, na época dos Grandes Descobrimentos que nos levariam até à Austrália.
Em 1517 os portugueses fundaram a cidade de Columbo, na costa oriental da ilha, um importante porto naval e administrativo e construiram um forte para defesa.
A presença portuguesa terminou em 1656, mas deixou marcas na religião, na onomástica e na língua  - o crioulo indo-português que ainda hoje é falado, embora em pequenos núcleos populacionais.


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