segunda-feira, 25 de julho de 2016

O Papa Francisco





O Papa Francisco está a "incomodar" muita gente...portanto, já há quem comece a "metralhá-lo e a procurar roupa suja", nem que seja na adolescência ...
As sua atitudes populares e as suas afirmações vanguardistas, a sua visão e actuação modernas da missão evangélica são totalmente contrárias ao que tem sido a posição feudal e totalitária da Igreja ao longo dos séculos.
Todos sabiam que era um cardeal franciscano diferente dos cardeais que pululam no Vaticano, mas talvez não imaginassem que tivesse a coragem daquilo que - penso - parece "ser uma revolução ideológica" no seio de um estado que, ao longo dos anos, nunca percebeu que o mundo está a mudar muito rapidamente e a posição da Igreja estava ultrapassada.
Como sabem, enquanto cardeal na Argentina, longe das intrigas de Roma, a sua acção evangélica dirigia-se aos pobres e desfavorecidos e é essa linha de actuação que continua a norteá-lo: levar conforto, esperança e apoio a quem mais precisa, quer sejam católicos, judeus, muçulmanos ou qualquer outro credo ou filosofia.
Como homem de Deus, o que lhe interessa é o bem-estar de todos os povos do planeta, pois todos foram pensados e criados pela mesma Divindade, sem o "ferrete" da desigualdade. Os estigmas raciais são atitudes humanas para desculparem as usurpações e prepotências que, infelizmente, se têm perpretado.
Quando, há dias, li uma notícia sobre a opinião do Papa Francisco em relação à formação do
Universo - ou seja , a teoria do Big Bang - não pude deixar de pensar nos cientistas que, durante o Renascimento e nos séculos posteriores, foram torturados e mortos pela Igreja Católica devido às suas descobertas e teorias, contrárias à crença dominante. Só escapavam com vida os que as abjurassem.
Foram vários os cientistas perseguidos e torturados mas o mais conhecido é Galileu, que se salvou da morte por ter negado a sua descoberta: a Terra não era o centro do mundo, pois girava à volta do Sol, sendo este o centro do sistema planetário.



Sempre houve vítimas desta mentalidade prepotente porque a Igreja Católica nunca quis perder o seu domínio sobre os povos, portanto a "sua palavra era lei" e não havia permissão para novas teorias!
Embora no século passado tivesse havido uma pequena abertura ideológica do Vaticano em relação aos avanços inegáveis das várias ciências, pois não se podiam camuflar verdades evidentes, parece que só o Papa Fancisco tem consciência da necessidade de acabar com posições extremas que originaram o descrédito e o afastamento dos católicos 
Na minha modesta opinião, finalmente chegou o Pastor de que a cristandade precisava, o verdadeiro Apóstolo de Cristo que vela e protege as suas "ovelhas"...




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