
Nunca percebi bem o trabalho dos "Revisores de Textos".
Porquê serem os estranhos a uma obra - romance, livros policiais, ficção, etc - a fazerem o trabalho de revisão dos textos desses livros?
São pessoas estranhas ao pensamento de quem escreve, que não conhecem as subtilezas do sentimento do autor da obra, as motivações que o levaram ao trabalho de escrita, a subjectividade adjacente ao que foi partilhado no dicurso narrativo.
Claro que também nunca pensei porque seria assim!
De facto, o trabalho dos Revisores já vem de longe ..... todos os escritores os usam, ao longo dos tempos, embora não saiba quando começou esta prática.
Só agora - ainda não há um ano - que comecei a escrever umas pequenas estórias, ou estorietas, como lhes quiserem chamar, é que me apercebi de que o "trabalho de revisão" - por terceiros - é mesmo necessário.
Direi mais, num trabalho de grande envergadura é mesmo imprescindível.Como me apercebi deste facto só agora, perguntarão?
Porque ao escrever as minhas estórias, tento partilhar o que sinto, o que penso - ainda por cima de uma maneira relativamente curta - e o pensamento "oculta" a ortografia. Ou seja, posso ler o texto três, quatro vezes, antes de o publicar, mas não vejo as "gralhas", porque estou totalmente absorvida pela mensagem que quero transmitir.
A maior parte das vezes, só alguns dias após a publicação é que, ao relê-lo, vejo as incorrecções ortográficas.
Não há dúvida de que só uma pessoa distanciada da mensagem do texto - o Revisor - consegue, de imediato, ver as "gralhas" e as incorrecções do discurso narrativo.

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